Cães abandonados são quase ‘invisíveis’ na área central


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Não precisa andar muito pelas ruas do Centro para encontrar cães abandonados. Na manhã da última quinta-feira, no calçadão da Marechal Deodoro, um cachorro dormia bem no meio da rua. Apressados, transeuntes desviavam do animal e seguiam seus caminhos. Ele parecia não se incomodar.

Segundo a gerente de uma papelaria, a presença de cães no local é frequente. “É muito raro algum entrar na loja. Mas às vezes os clientes não entram porque tem cachorro na porta”, disse.

Pessoas que trabalham nas lojas ao entorno da praça central dizem que é de manhã que os cães “atacam”. “Eles avançam nos motociclistas e nos ciclistas. Esses dias teve um que mordeu a perna de um entregador. Eles estragam os canteiros da Praça e fazem buracos nos jardins”, reclamou um senhor que não quis se identificar.

De repente, uma cena inusitada: um dos cães vai correndo ao encontro de uma senhora, que o enche de carinho. “Fazia uma semana que eunão o via.”

A professora aposentada, que reside na Cidade Nova, pede para não ser identificada, mas afirma que cuida dos animais abandonados. “Cachorro de rua não morde. Tenho dó. Esses dias vi um tossindo, comprei remédio e dei para ele. Sempre compro salgado para alimentá-los. Ah! E também tenho soro fisiológico e lenço na bolsa para limpar as remelas que acumulam nos olhos deles.”
 

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