C. 255 imperatriz “Helena” quer dizer “Lua”.
Helena nasceu em Bitínia, por volta de 255, mulher de Constâncio, por ele foi repudiada por causa de sua condição plebeia. Mais tarde, seu filho, Constantino, tornou-se imperador, recebendo o título de Augustus. Resgatou, então, a honra da mãe, dando-lhe o título da mais alta dignidade que uma mulher poderia receber àquela época: Augusta. Mandou também construir-lhe um palácio e cunhar moedas com sua efígie. Em 326, partiu ela para a Terra Santa. Ali construiu três basílicas: a basílica Atanásia, que significa ressurreição, situada próxima ao Calvário; a basílica da Natividade, em Belém, onde Jesus nascera; e a Igreja dos Discípulos e da ascensão, no alto do Monte das Oliveiras. Santo Ambrósio (340-397) relata a descoberta da Cruz de Jesus por S. Helena. Ao Chegar ao Gólgota, ela disse: ‘Aqui está o lugar do combate. Onde está a vitória?’ Ao escavar o chão, encontraram as cruzes dos três condenados, e a cruz de Jesus foi identificada devido à inscrição: ‘Jesus Nazareno, Rei dos Judeus’. S. Helena morreu na Nicomédia e seus restos mortais foram trasladados para Roma.
Oração
Da cruz de Cristo
Deus, nosso Pai, a cruz do vosso Filho resplandece como sinal de vitória. Nela o egoísmo é vencido e o ódio, aplacado. Nela a iniquidade é extinguida e a morte faz-se semente de vida. Como S. Helena, também nós, peregrinos nesta terra, louvemos a Jesus que fez da sua morte na cruz sinal de vida em plenitude, para os povos de todas as raças, culturas e tradições. Inclinemo-nos diante da Cruz do Senhor Jesus, especialmente perante os que carregam sobre os ombros a crueldade, a dor física, o sofrimento moral, o repúdio, a condenação. Na cruz sejam calados todo o egoísmo e orgulho, todo ódio e toda vingança. Cessem a fome, as misérias físicas e espirituais, as exclusões desumanas e perversas de muitos sejam anuladas. Extingam-se a afronto do Luxo, os privilégios e benesses dos poucos que tudo têm e vivem esquecidos dos muitos que brigam ou se vendem por um pedaço de pão. Diante das dificuldades, não fiquemos irritados, nem furiosos, pois isso de nada nos servirá e só aumentará nossos males. Coloquemos nossa vida nas mãos do Deus Eterno confiemos nele, e ele nos ajudará... Tenhamos paciência, ele cuidará de tudo ( cf S1 37,3ss). Possamos hoje recobrar ânimo novo e, confiantes naquele que carregou sobre os ombros nossas debilidades, medos, pavores e desespero, partir para luta do dia-a-dia com determinação e sem esmorecimento. Com Deus, ninguém luta em vão. Cada ato tem o seu valor.
Os Cinco Minutos dos Santos/J. Alves
São Paulo, Editora Ave-Maria.
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