Eles já eram músicos, mas atuavam com estilos diferentes. A amizade e a paixão pela música fez com que, há um ano, Cleyton Fernandes, Peterson Barcelos, William Moraes (Xuxa), Rodrigo Antônio Marcelo (Kobal) e Marcos Aurélio Crisóstono (Feijão) trouxessem para os palcos de Franca um gênero até então pouco explorado na cidade: o samba raiz. “Sem pretensão alguma, um dia, conversando com o Cleyton, resolvemos tentar um projeto que resgatasse o samba raiz. E acabou dando certo”, conta o vocalista Rodrigo. E assim nascia o grupo ‘Nó na Gota’.
O nome, de acordo com Rodrigo, nasceu da ideia da analogia do samba com a figura do malandro carioca. “Samba tem a ver com malandro. Quisemos trazer para a banda esse ar da malandragem. ‘Nó na Gota’ vem de ‘nó em pingo d’água’. Se o ‘cara’ dá nó na gota, é claro que ele é malandro”, diz. E a malandragem não está só no nome. A banda criou um conceito que remete ao clima carioca até nos figurinos, onde os integrantes apresentam-se com camiseta listrada e chapéu.
O repertório, com clássicos de Noel Rosa, Cartola, Adoniran Barbosa, Gonzaguinha, entre outros, conquistou o público francano. Além de bares e casas noturnas, o quinteto faz sucesso até em festas universitárias. “Quando começamos, não imaginávamos ter essa aceitação, até porque Franca tem sua raiz no sertanejo. É muito bom ver que as pessoas admiram um gênero tipicamente brasileiro como o samba raiz. Esperamos que essa acolhida continue sempre assim”, afirma.
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