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Na tarde de ontem, Fernando de Andrade Martins, promotor de Justiça de Defesa das Pessoas com Deficiência da Comarca de Franca, se reuniu na Associação Paulista do Ministério Público (APMP) com o Corpo de Bombeiros, o setor técnico da Prefeitura e o Crea para debater a adoção do critério de segurança nos prédios públicos e particulares de uso coletivo em conjunto com as condições de acessibilidade.

“A promotoria acredita que não é possível falar em segurança sem levar em conta a pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida. Vamos ver se a gente fecha um pacote de ações em Franca que impliquem na adoção de critérios conjuntos, para que na medida em que os bombeiros forem verificar a segurança, que também seja obrigatória a apresentação de condições de acessibilidade compatíveis”, afirmou o promotor de Justiça de Defesa das Pessoas com Deficiência.

Segundo Martins, não dá para cogitar uma saída de emergência em escada levando em conta o deficiente visual, por exemplo. “Pense num deficiente visual deixando um prédio em chamas pela escada, é complicadíssimo. Vamos tentar chegar num consenso para que as exigências técnicas sejam simultâneas e não apartadas umas das outras”, finaliza.
 

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