Seis minutos e 36 segundos. Este foi o tempo exato da duração dos combates de Rony Silva e Mateus Pradela, o Gurila, francanos que aceitaram o desafio de subir em um octógono montado no Ginásio dos Servidores Públicos, sábado à noite, no Dominador Championship Fight. Levaram duas mil pessoas, entre elas jogadores como Márcio Dornelles e Fernando Penna, do Vivo/Franca, ao local e as mantiveram extasiadas. O MMA (artes marciais mistas, em inglês) vive um momento de crescimento no mundo e também em Franca.
Dana White, presidente do UFC (Ultimate Fight Championship), entidade máxima do esporte no mundo, faz questão de dizer que os lutadores são “gladiadores dos tempos modernos”. Tomado como base o clima existente no Ginásio dos Servidores, sábado, a afirmação é verdadeira. O público pagou R$ 20 para assistir 8 lutas - houve sete, pois um lutador passou mal e o combate foi cancelado - e vibrou durante mais de quatro horas. Ao custo de R$ 5 mil, pela primeira vez um octógono foi montado na cidade. Os lutadores receberam bolsas para lutar e ainda tiveram premiação por vitória. A apresentação de cada um foi precedida por cortina de fumaça e música especial. Tudo lembrando a abertura de uma luta do UFC, sucesso em transmissões na TV paga. Ao lado de Jackson Paulo, francano lutador de jiu-jitsu que vive e tem academias na França e na Bélgica, Victor Hugo Silvestre é um dos organizadores. Esta foi a segunda vez que eles produziram uma noitada de lutas na cidade. “O esporte está em ascensão no mundo. Nos EUA, no Brasil e aqui, onde o número de academias e praticantes de MMA, jiu-jitsu e muay thai cresceu bastante. Já há lutadores francanos que vivem de disputar combates do gênero”, explicou Silvestre. Somente depois de muita conversa topou revelar o investimento gasto com o evento: R$ 20 mil. Lucro? Não fala, mas afirma que já pensa na terceira edição. Em 2012.
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