O Plantão Policial registrou na tarde deste domingo a morte de uma menina de 5 anos, suspeita de ter contraído meningite meningocócica. Segundo a polícia, Amanda Aparecida Ferreira Figueira deu entrada na Santa Casa por volta das 10h30 e morreu menos de quatro horas depois. Os exames de sangue devem ser encaminhados nesta segunda-feira para análise no Instituto Adolfo Lutz, em Ribeirão Preto.
Se confirmada como meningite, Amanda será a segunda vítima da doença este ano em Franca. No último dia 26, a secretária Carla Aparecida Gea, 25, morreu duas horas e meia após dar entrada na Santa Casa com febre alta, diarreia e dores musculares. O diagnóstico de meningite foi confirmado pelo Instituto “Adolfo Lutz”, de Ribeirão Preto, dois dias após a morte de Carla.
A família de Amanda, residente na Vila Chico Júlio, reclama da demora na internação da garota. A delegada Graciela de Lourdes David Ambrósio, que estava no Plantão e registrou a ocorrência, disse que vai abrir procedimento na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) para apurar os fatos.
De acordo com a escrivã de polícia Marlene Mathias Figueira, que é tia de Amanda, a garota começou a passar mal por volta das 20 horas de sábado e foi levada pela mãe, Helenice Aparecida Ferreira Figueira, ao PS “Dr Janjão”, onde foi atendida e liberada em menos de uma hora. “Como a minha sobrinha estava com febre de mais de 40 graus, minha cunhada dormiu na casa da minha mãe. Por volta das 4 horas da madrugada de hoje (domingo), meu pai levou as duas de volta ao Janjão”, disse Marlene.
A família, segundo Marlene, foi informada que o caso era grave porque havia suspeita de que a menina estivesse com meningite. Ainda de acordo com a tia, a menina precisava de encaminhamento para a Santa Casa, mas não havia ambulância para o transporte. “Elas ficaram das 4 horas até as 10 horas da manhã esperando uma ambulância. No Janjão falaram que meu pai não podia levar, porque Amanda tinha que ser transportada de ambulância”, disse a policial.
Em entrevista, a escrivã disse que ao chegar à Santa Casa os atendentes falaram que a situação da menina era para CTI (Centro de Tratamento Intensiva), mas que não havia vaga. “Ela ficou no pronto-socorro da Santa Casa até as 13 horas e quando a levaram para o primeiro andar. Logo em seguida ela teve uma parada cardíaca e arrumaram uma vaga no CTI, mas já era tarde. A minha sobrinha morreu pouco antes das duas da tarde.”
A assessoria de imprensa da Santa Casa informou que o hospital ainda não tem conhecimento do boletim de ocorrência registrado pelo Polícia Civil e que a entidade deve se pronunciar somente após se informar sobre o conteúdo do documento.
A reportagem não conseguiu falar como secretário municipal de Saúde, Alexandre Ferreira, pelo telefone celular – que dava mensagem de caixa postal - até o início da noite deste domingo.
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