Tráfico e vandalismo dominam o calçadão


| Tempo de leitura: 2 min

Material de divulgação (toldo e banner) destruído, paredes pichadas e jovens comprando drogas. O calçadão da Rua Marechal Deodoro, no Centro de Franca, virou cenário de baderna após as 23 horas. A reclamação partiu de comerciantes que trabalham no trecho entre as Ruas Campos Salles e Major Claudiano.

Segundo os lojistas, os casos de vandalismo acontecem há mais de seis meses e quase sempre de madrugada. Eles descrevem os desordeiros como jovens, divididos em grupinhos de quatro, que transformaram o espaço em um local sem lei.

Em imagens feitas por câmeras de segurança de uma loja, é possível ver os adolescentes caminhando pelo calçadão. De repente, sem motivo aparente, eles pulam e puxam o toldo do estabelecimento para baixo, arrancando parte dele da parede. O equipamento com barras de ferro custa em média R$ 500. Em outra imagem dois jovens se aproximam de um banner colado na parede e rasgam parte do material. Prejuízo de R$ 200 para o proprietário da loja, que pediu para não ser identificado. Segundo ele, somente este ano o pôster foi destruído três vezes e teve de ser substituído.

Além dos flagrantes de vandalismo, as câmeras ainda registraram tráfico de drogas. A ação, que acontece pouco antes da meia-noite, dura apenas 15 segundos. As imagens mostram três adolescentes (dois jovens e uma garota) sentados na porta de uma loja aguardando o traficante. Quando o rapaz chega, rapidamente o dinheiro é trocado pela droga.

O comerciante Diego Pipper, 25, proprietário de uma loja no calçadão, diz que está cansado de conviver com as depredações e pede providências. Para ele, a solução é ter a polícia fazendo ronda no local mais de uma vez por noite. “Aqui está uma terra de ninguém. Os meninos fazem o que querem e não há lei. Às vezes, tenho que sair do meu local de trabalho às onze da noite e encaro o medo para ir embora. Não sabemos o que esperar dessas pessoas que ficam aqui destruindo as coisas e mexendo com drogas.”

Segundo o dono de outro estabelecimento comercial, que pediu para não ter seu nome revelado, o tráfico não acontece somente à noite, mas em plena luz do dia. “Esses malandros são tão sem vergonha, que um joga a droga e sai, depois vem outro e pega. Sem contar quando eles sentam nos banquinhos e escondem os papelotes nos vasos de plantas e nos pés dos coqueiros. A gente trabalha e tem que conviver com isso... É demais!”

A comerciante Marli Batista tem uma sorveteria no calçadão da Marechal Deodoro. Às reclamações dos colegas, ela acrescenta uma preocupação a mais: as famílias têm deixado de frequentar o centro à noite nos últimos anos, o que, obviamente, prejudica os negócios. “Aqui vem gente de todos os tipos. Mas vamos percebendo que poucas pessoas de fato que vêm para o centro passear. Parece que os moleques vão tomando conta do lugar”.
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários