A avó materna da estudante foi a primeira pessoa da família a ser comunicada sobre a suposta venda da virgindade da garota para o político da região de Ribeirão Preto. A mulher, de 66 anos, que mora em uma casa simples em São José da Bela Vista, acompanhou o depoimento da neta na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) e não perdoa a filha que teria realizado o “negócio” - as duas não se falam há quase 10 anos.
Comércio da Franca - Como foi para a senhora receber a notícia da suposta venda da virgindade de sua neta para um político?
Avó - Para mim, foi um choque muito grande saber que ela (neta) é uma menina especial e que a mãe dela fez uma covardia desta. Se ela (filha) entrar aqui na minha casa, eu bato nela de porrete.
Comércio - As assistentes sociais da Apae tomaram conhecimento dos fatos de que maneira?
Avó - Só ficaram sabendo porque ela (neta) pegou o vestido sujo de sangue e levou, escondido da mãe, mostrou na Apae e desabafou com elas (assistentes).
Comércio - Onde está sua neta?
Avó - Está nas boas mãos do pai, que mora em uma cidade daqui da região.
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