Mãe é acusada de vender virgindade da filha por R$ 300


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A DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) iniciou ontem os trabalhos para apurar a denúncia de que uma dona de casa de 36 anos, residente em São José da Bela Vista, teria “vendido” a virgindade da filha de 18 anos por uma compra de supermercado avaliada em R$ 300. O suposto “comprador” teria sido um político de 56 anos da região de Ribeirão Preto. A denúncia partiu de assistentes sociais da Apae de Franca, onde a garota, que tem retardo mental moderado, estuda. A avó da vítima, de 66 anos, acompanhou o depoimento da neta na delegacia. Os dois acusados, que deverão ser ouvidos na próxima semana em Franca, negaram.

A estudante, segundo a polícia, na quinta-feira chegou na Apae com um vestido manchado de sangue e procurou as assistentes sociais. Ela disse o que teria ocorrido no dia 8 de julho e as profissionais da área social viajaram até São José, onde procuraram a avó da jovem. “Elas (assistentes) entraram na minha casa e perguntaram se eu sabia que a minha filha tinha vendido a virgindade da filha dela. Foi um choque”, disse a idosa.

As assistentes retornaram para Franca acompanhadas da avó, e o grupo foi para a DDM. “Na frente de todo mundo na delegacia, ela (neta) contou que eles saíram para fazer compras e depois a mãe dela abriu a porta do carro dele (político) e falou: ‘aí está a sua encomenda’. A minha neta tentou sair, mas ele a levou para o canavial e tirou sua virgindade”, relatou a avó.

A delegada Graciela de Lourdes David Ambrósio, com base no relatório de uma psicóloga que ouviu a jovem, disse que há consistência no depoimento. “Apesar do problema que ela tem, a vítima consegue se expressar bem e dar uma ideia precisa do que ocorreu. Diante da situação, nós vamos dar o encaminhamento devido. A vítima fez o exame de corpo de delito e não descartamos a possibilidade de indiciar o político por estupro e a mãe por favorecimento à prostituição.” O vestido será periciado e passará por testes de DNA. Já o resultado do exame médico deve ser divulgado na próxima semana.

OS ACUSADOS
“Como ela pode me acusar de uma coisa desta, se nem saio de casa?” As palavras são da mãe que teria negociado a virgindade da filha. “Eu não fiz isto e não sabia que ela tinha perdido (a virgindade). Pra mim está sendo um choque por causa da humilhação”, disse.

O político, por sua vez, localizado na noite de ontem, disse que foi “pego de surpresa”. Sobre a suposta “compra”, ele foi enfático. “Não, de maneira nenhuma. Eu só estive na casa delas com o intuito de ajudar alguém que estava doente e nada mais do que isto. Os fatos serão apurados.”

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