Insegurança e pressa lotam estacionamentos


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Todos os meses Franca vê surgir um estacionamento rotativo na cidade, principalmente na região central. No início de 2010, 104 locais tinham suas vagas alugadas para carros e motos. Passados 19 meses, o número subiu para 123. Os dados são do cadastro da Secretaria de Finanças do município. Para os donos desses espaços, a expansão acontece devido ao aumento da frota, à insegurança dos motoristas em estacionar na rua e à falta de tempo para procurar por uma vaga.

Na prática, a movimentação dos 186 mil veículos que circulam pelas ruas de Franca se transforma em lucro para os comerciantes que às vésperas de feriados e datas comemorativas como Dias das Mães e Natal chegam a receber até 250 veículos durante todo o dia.

De olho neste mercado, Simão Pedro Ávila, 36, deixou a profissão de caminhoneiro e resolveu abrir seu próprio negócio. Há sete meses comprou um terreno no Centro e construiu um estacionamento para abrigar 160 carros e motos. “Se tivesse mais vagas ficaria sempre lotado. Os motoristas não querem deixar seus veículos na rua, porque o estacionamento é mais seguro”, disse ele. Em dias normais, Ávila garante receber até 120 carros e em véspera de feriado o número sobe para 160 durante todo o dia.

Há 15 anos, o empresário José Éden Maciel, 62, trabalha em estacionamentos. Ele é proprietário de sete deles na cidade, com 14 funcionários sob seu comando para receber cerca de 13 mil veículos por mês. “A cidade está crescendo e fui vendo a necessidade de abrir mais estabelecimentos. Em um dos estabelecimentos que tenho na Rua Ouvidor Freire, são 140 vagas para carros e 120 motos. Se eu tivesse 400 vagas elas seriam preenchidas, pois a demanda cresce ano a ano.”

Proprietário de um estacionamento há dois anos, Antônio Ferreira, 42, também viu no ramo a oportunidade de trabalhar sem ter despesas e sem estresse. Após fechar uma loja de roupas no Leporace, resolveu investir e abrir um estacionamento no Centro da cidade. No local são 120 vagas para carros e 50 para motos. “Aqui o único gasto que eu tenho é com água, luz e um funcionário.”

Com medo de deixar o carro na rua, a empresária Estela Silva de Freitas, 26, estaciona seu veículo em uma das áreas fechadas sempre que precisa ir à região central. “Se deixar na rua a gente corre risco. Em qualquer ponto do bairro você acha um lugar. Para mim compensa e fico mais tranquila.”

O comerciante Fábio Henrique Andrade, 32, teve seu veículo foi furtado em 2009, na Rua Monsenhor Rosa. Após o episódio, ele não deixa mais o carro na rua. “É mais seguro e não tenho que ficar rodando para ver onde tem vaga. Entro no estacionamento e pronto.”

Os preços das vagas nos estacionamentos por hora variam entre R$1 e R$1,50, para motos; e entre R$2 e R$3, para carros. O horário de funcionamento geralmente acompanha o do setor comercial, mas alguns estacionamentos atendem 24 horas ou têm o horário estendido até a meia-noite.

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