Maria, mulher simples, mãos calejadas de lida rotineira. Mulher que aprendeu a curar as dores do mundo a partir de seus joelhos esfolados de quedas e estrepolias. Aquela mulher, nossa mãe, de rosto iluminado pela labareda que tinha origem no fogão. Trazia consigo o dom de nos devolver a calma, que a vida tantas vezes insistiu em lhe roubar.
Aquela cena: mulher, fogão e panela preta escondendo a brancura de um arroz feito na hora. É uma das cenas mais preciosas que nossos corações não conseguem esquecer.
Saudade de mãe é coisa sem jeito, chega quando menos imaginamos: um cheiro, uma melodia, uma palavra, uma imagem... e eis que o cordão do tempo nos convida ao retorno da infância como se um fio nos costurasse de novo ao colo da mulher que primeiro nos segurou na vida e agora nos pudesse regenerar. Saudade de mãe é ponte que nos favorece um retorno a nós mesmos é travessia que borda uma identidade muitas vezes esquecida e perdida na pressa que nos leva.
Saudade de mãe é devolução, é ato que restitui o que se parte é luz que sinaliza o local do porto. É voz no ouvido a nos acalmar nas madrugadas de desespero e solidão, através de uma frase simples: “Dorme, meu filho! Dorme!”
Hoje, nesse dia em que a saudade toma conta de nós, uma única frase queremos dizer: “Oh, nossa mãe, que saudades sentimos de você.”
Seus filhos: Romildo, Eliane e Laurício
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