Santa matemática. Causadora de dor, pânico e desespero em milhões de estudantes que diariamente se deparam com contas gigantes e inúmeras fórmulas que precisam ser memorizadas (Há quem garanta que as resoluções de muitas questões são dignas de algum projeto para construção de foguetes espaciais).
Porém, quando essa dificuldade com os números ultrapassa os limites da sala de aula e afeta situações comuns, como memorizar um número de telefone ou até mesmo em realizar contas básicas de cabeça, é preciso ter atenção, pois a pessoa em questão pode sofrer de discalculia. “É um transtorno de aprendizagem que afeta a habilidade com operações numéricas, dificultando a pessoa de compreender processos matemáticos. O portador desse transtorno é chamado de discalcúlico e em muitos momentos, até por falta de conhecimento, a pessoa é rotulada de desatenta e preguiçosa, pois não assimilam e compreendem o que é pedido”, afirma a psicopedagoga Olívia Corrêa, especialista em distúrbios de aprendizagem.
Mas antes de sair correndo até sua mãe afirmando que você sofre de discalculia e, por isso suas notas de matemáticas estão ruins, saiba que esta é uma doença relativamente rara, segundo e uma pesquisa do Instituto de Neurociência Cognitiva do University College London, indicou que atinge cerca de 4% da população (entendeu o título agora?).
As dificuldades de uma pessoa portadora do distúrbio vão além da simples dificuldade em resolver equações matemáticas. “A pessoa portadora de discalculia, além da dificuldade na compreensão e habilidade com os números, possui déficit na solução de problemas verbais, sequências numéricas, fórmulas, comprometimento nas habilidades de contagem e computacionais e compreensão dos números”, afirma Olívia, que faz um alerta para os país e professores acompanharem de perto o comportamento das crianças, pois assim é possível detectar algum indício do distúrbio.
De acordo com a psicopedagoga, a deficiência mais evidente de alguém com discalculia é a capacidade de raciocínio lógico muito inferior às demais pessoas. “A capacidade para a realização de operações aritméticas, cálculo e raciocínio matemático, encontra-se substancialmente inferior à média esperada para a idade cronológica, capacidade intelectual e nível de escolaridade da pessoa, provocando prejuízos significativos em tarefas da vida diária que exigem tal habilidade. Outras capacidades que ficam comprometidas com o transtorno são as habilidades linguísticas, de percepção, e de atenção a números”.
Em caso de suspeita de discalculia, a orientação é de procurar um especialista o mais rápido possível. “Um psicopedagogo pode ajudar a elevar a auto-estima valorizando as atividades, descobrindo qual o processo de aprendizagem através de instrumentos que ajudarão em seu entendimento.
Além disso, se procurado o quanto antes, há grandes chances de se descobrir o transtorno ainda no início e se for o caso, o profissional encaminhará o paciente para exames e avaliação complementar nas áreas neurológica e psicológica.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.