CONVITE DE MISSA DE 8º ANIVERSÁRIO


| Tempo de leitura: 3 min
A TODO VAPOR - Funcionários da Emdef operam máquina durante pavimentação numa das vias do Jardim Cambuí. Asfalto deverá estar pronto até o início de setembro
A TODO VAPOR - Funcionários da Emdef operam máquina durante pavimentação numa das vias do Jardim Cambuí. Asfalto deverá estar pronto até o início de setembro

Após 11 anos de espera, o asfalto se tornou realidade no Jardim Cambuí, na zona norte da cidade. A pavimentação das ruas está sendo feita pela Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca), que promete concluir o trabalho até dia 10 de setembro. A parte interna do bairro deve estar asfaltada antes, dentro de 15 dias. Os moradores, cansados de conviver com os transtornos causados pelas ruas de terra, comemoram a conquista. A lama em dias de chuva e poeira nos de sol farão parte do passado. O Jardim Cambuí tem cerca de 1.500 lotes e é o endereço de cerca de quatro mil francanos. O investimento para asfaltar o bairro será de mais de R$ 3,5 milhões.

O comerciante Luiz Rodrigues de Oliveira, 46, mora na Rua Ramon Antolin Hernandes com a mulher e três filhas. Há dez anos, quando se mudou para o Jardim Cambuí, encontrou muitos terrenos vazios cobertos pelo mato e dependia de uma fossa, porque não havia rede de esgoto instalada. Com o passar dos anos, as áreas vazias vêem sendo ocupadas, o esgoto chegou e o asfalto também. “Para nós foi uma benção de Deus porque já fazia tempo que a gente estava esperando. Aqui era bem complicado e sofrido com a terra nas ruas”, disse Luiz, que mora em casa própria.

Como outros moradores, Luiz ficou motivado com a pavimentação das ruas e decidiu reformar a calçada de sua casa e do ponto de comércio construído em frente ao imóvel. Ontem, tirou o dia de folga e contratou um pedreiro para reconstruir a passagem em frente a residência. Ele investiu R$ 200. Nos fins de semana é comum encontrar os próprios moradores com carriolas e enxadas trabalhando com cimento para dar forma às suas calçadas.

Pelo asfalto, o morador assumiu o pagamento de 18 parcelas de R$ 105. “A melhoria que o asfalto traz compensa o valor pago”, disse Luiz. Já o marceneiro Givanildo Alcântara, 35, proprietário de uma casa e um terreno no Jardim Cambuí, pagou R$ 3 mil à vista pelo asfaltamento. Disse que pagaria o dobro se preciso fosse. “O asfalto era tudo que faltava aqui no bairro. Só Deus sabe a poeira que a gente enfrentou morando aqui com as ruas de terra. A gente só tinha paz na hora que não passava carro, caso contrário cobria minha casa de poeira. As crianças ficavam doentes direto.”

Givanildo reside no bairro há uma década. Comprou o terreno por R$ 9 mil quando ainda namorava e depois construiu a casa, aos poucos, para morar com a família. Sempre poupou dinheiro para a construção. “Investi R$ 70 mil para levantar a casa e já quitei tudo. O asfalto deixa a gente mais animado porque valoriza os imóveis e o bairro. Agora vejo que acertei a mão porque o terreno que paguei R$ 9 mil há sete anos, hoje está R$ 32 mil.”

Para a sapateira Fabíola Brandão da Silva, 29, empurrar o carrinho de bebê ou transitar com o filho no colo nas ruas do Cambuí ficou mais fácil com a chegada do asfalto. As vias já não têm mais as “crateras” formadas pela chuva nem estão forradas de pedras, antes colocadas para conter a erosão. Fabíola ainda comemora poder tomar o táxi na porta de sua casa. Os motoristas se recusavam a fazer a corrida quando ela informava que o endereço era o Cambuí. “Hoje eles perguntam se já tem asfalto na minha rua e vêm para me levar. Antigamente era uma vergonha, porque não podia nem sair de casa para ir de táxi até o hospital”, disse.

As ruas asfaltadas não estão livres do pó porque a poeira ainda levanta quando os veículos passam. O presidente da Emdef, João Marcos Rodrigues, disse que com a chuva e o tráfego de automóveis, o asfalto acabará compactado.
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários