Das 90 panificadoras cadastradas no Sindicato dos Panificadores de Franca, pelo menos 60 já foram assaltadas. Os roubos são a mão armada e muitos estabelecimentos chegaram a ser roubados por mais de uma vez, algumas a luz do dia. Os dados foram coletados pela entidade junto aos comerciantes e às polícias Civil e Militar.
O levantamento, no entanto, não é considerado exato pelo sindicato porque nem todas as ocorrências foram registradas na polícia pelas panificadoras. Segundo Augustinho Valdemir Juliati, 48, presidente do sindicato há dois anos, os ladrões agem a pé, em bicicletas ou em motos. Não é possível nem apontar uma região que seja mais crítica, pois todas já sofreram com assaltos violentos. Mas, de acordo com ele, as periferias são as mais visadas, já que o policiamento é menos constante.
A padaria de Juliati, na Avenida Chico Júlio, já foi assaltada cinco vezes. O último crime foi praticado em 2009. “Teve assalto que foi de dia, com clientes na padaria, apontando arma para o caixa e a clientela sendo obrigada a deitar no chão”, contou. Para prevenir-se, ele investiu mais de R$ 10 mil em 16 câmeras que monitoram o local 24 horas e um sistema de alarme.
O número mais impressionante vem da padaria de Vilda Helena Rossato Aleixo, 50. Há 18 anos dona de uma padaria na Avenida Antônio Rodrigues Neto, já foi assaltada 15 vezes. “A última vez vieram de táxi. O moço estava muito drogado”, comentou Vilda, que não tem mais coragem de pisar na panificadora sozinha.
A comerciante investiu em 16 câmeras, um alarme e em seguranças à paisana que guardam a frente do estabelecimento.
O sindicato do setor tem feito reuniões com a PM e com a Acif (Associação Comercial e Industrial de Franca) para que a ronda nesses seguimentos seja ampliada. A ideia é tentar melhorar a situação dos comerciantes, já que parar não é uma opção. “Sem dúvida (que já pensei em parar). Mas é isso que nós sabemos fazer. Onde vamos ganhar nosso pão para cuidar de nossos filhos?”, disse Juliati.
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