Ainda o debate


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Quanta bobagem... Se os sapatos italianos fossem problema para o setor calçadista brasileiro, não haveria crise no setor em Franca ou em Novo Hamburgo. O setor calçadista francano, deve (isto sim,) se preocupar com os chineses, e não com os italianos cujo calçado tem um valor extremamente elevado, inacessível para a maioria dos brasileiros, nosso grande mercado.
Renato
Franca - SP

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Vamos parar com essa bagunça! Todos compraremos sapatos no Shopping do Calçado (de Franca) com um bom desconto e depois, vamos para a Itália viajando com a CVC, onde compraremos calçado também, parcelando no cartão numas 100 vezes de R$ 30. Todo mundo fica feliz! A ideia não é boa?
Rubinho
Franca - SP

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O pessoal da CVC deve estar se esbaldando de dar risadas com a reação da carcomida classe de fabricantes de calçados. Mas eu gostei da ideia. Ao invés de fazer compras na ‘25 de março’ (NR -Rua ocupada por grande número de camelôs em São Paulo, capital), viaje para a China.
Ademir da Rosa
Franca - SP

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São essas pessoas que fazem o setor calçadista ser o que é. Na boa pessoal: alguém, de fato, será influenciado a deixar de comprar aqui no Brasil um sapato (...) para ir até a Itália e comprar calçado lá gastando, em média, US$ 2 mil, somando as despesas? (...) E se alguém, de fato, achou que tal propaganda influenciou decisão, cuidado, porque de duas, uma: ou você faz parte de uma minoria no Brasil, algo em torno de 3%, ou você tem um probleminha. Viva o Marketing e a Propaganda!!! Se nossos empresários tivessem metade da inteligência do publicitário que criou a propaganda polêmica, nosso setor, com certeza, seria outro.
Paulo Henrique
Franca - SP

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Senhores, seria ingenuidade de nossa parte pensar que alguém deixaria de comprar calçados nacionais apenas por incentivo de um anúncio. No entanto gostaria de chamar atenção para o desserviço prestado pela CVC ao dissuadir o consumidor em adquirir determinado produto. Uma boa propaganda consegue convencer que um serviço é bom sem desmerecer ou desprestigiar outro produto. E para aqueles que criticam com tanto afã o setor de calçados, lembrem-se que mesmo com todas as deficiências do setor, boa parte de nossa Franca (serviços, comércio etc) sobrevive graças às divisas geradas pela indústria calçadista local. O setor pede, no mínimo, respeito como fonte de renda de milhares de cidadãos, pagador de impostos ao governo e inclusive gerador de renda para empresas como a CVC.
Viviane Araújo
Franca - SP

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Mas onde está a liberdade de expressão? Vivemos numa economia globalizada e é natural que a opção do consumidor seja direcionada aos produtos de melhor qualidade e preços mais convidativos. A indústria nacional, em particular a calçadista, precisa abandonar o protecionismo do governo e adotar postura mais agressiva no mercado, agregando tecnologias e oferecendo produto de melhor qualidade. Se está tão preocupada com o consumo, basta oferecer remuneração mais decente aos funcionários, abdicando de pequena parcela dos lucros. A capacidade de compra do trabalhador se eleva e faz com que a cadeia produtiva se fortaleça, mas é prática comum no Brasil, a intensa exploração do trabalhador por meio de baixíssimos salários (...). Muitos empresários precisam acordar do profundo sono do século XX.
Dársio C. Cândido
Franca - SP

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