Assaltantes apavoram na Rua Francisco Marques


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AGiTO - Avenida Francisco Marques recebe grande movimento durante todo o dia. À noite, ladrões aproveitam calmaria
AGiTO - Avenida Francisco Marques recebe grande movimento durante todo o dia. À noite, ladrões aproveitam calmaria

Comerciantes da Rua Francisco Marques se tornaram alvos fáceis de criminosos. Nos últimos meses, os ataques se concentram no trecho entre o pontilhão que liga a Vila São Sebastião e a Rua Doutor João Deocleciano Luz, na Vila Raycos. Dos 20 estabelecimentos instalados na região, sete deles já foram roubados - alguns mais de uma vez. Em outros, segundo os comerciantes, ocorreram várias tentativas de furtos. Para coibir a criminalidade na área, a Polícia Militar informou que há mais de um mês está intensificando ações de abordagens e reforçando o policiamento na região. 

Quem percorre o quarteirão repleto de estabelecimentos, localizado entre dois postos de combustíveis na Rua Francisco Marques, se surpreende com as histórias contadas por comerciantes da área. É difícil encontrar pelo menos um que não tenha enfrentado problemas com a bandidagem. Dono de um bar, Eurípedes da Silva Damaceno, 51, viveu o drama de ter seu estabelecimento furtado por duas vezes em menos de 48 horas. “O ladrão entrou pelo telhado. Fez um buraco nele e furtou várias mercadorias. Depois deste primeiro roubo passei a dormir dentro do bar, para vigiar o resto que ainda tinha. Sábado (29 de julho), o ladrão voltou e entrou pelo mesmo lugar. Foi quando eu o peguei e chamei a polícia”, disse o comerciante, que confessou ainda dormir no estabelecimento para evitar novas ações.

Não muito longe do bar de Eurípedes, um estacionamento de compra e venda de carros foi alvo de um crime ousado. Mesmo com alarme instalado no local, ladrões ainda desconhecidos invadiram o comércio e furtaram computadores e 19 chaves dos veículos em exposição. “Eles fizeram três buracos na parede do meu estacionamento. O alarme disparou, a empresa de monitoramento veio, mas não viu nada de errado e foi embora. Assim que o funcionário da empresa saiu, eles acabaram o serviço fazendo os buracos. Além de bagunçar tudo e causar danos, levaram computador e saíram espalhando as chaves dos carros pelas imediações. Tive que mandar fazer mais nove chaves que não conseguimos encontrá-las”, disse o comerciante.

Prejuízo também teve a comerciante Fabiana Cordeiro de Oliveira, 40, dona de uma loja de roupas. De maio para cá, ela teve a loja furtada três vezes. Segundo ela, os ladrões já levaram mais de R$ 23 mil em mercadorias. O método usado para entrar no estabelecimento foi idêntico ao que aconteceu em seu vizinho. Os ladrões fizeram um buraco na parede e, na última vez que entraram no comércio, furtaram 80% de sua mercadoria. “Depois disso fiquei um mês dormindo dentro da loja com medo que voltassem. Não tem mais condições. Se me roubarem novamente vou ter que fechar as portas”, disse Fabiana.

Os relatos das sete vítimas no local são quase que os mesmos e as ações ocorrem em sua maioria durante a madrugada. Quando não conseguem entrar no estabelecimento, os marginais deixam rastros de destruição. “Já quebraram telhas, entortaram portas e quebraram vidros. Quando não conseguem entrar é desse jeito. Tentaram entrar em minha loja duas vezes. Uma foi no ano passado e a outra neste ano”, disse a dona de uma loja, que pediu para não ser identificada.
 

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