Com máquinas cada vez menores e mentes mais ambiciosas, parece óbvio que em pouco tempo o tamanho dos HDs e a agilidade dos processadores deixariam a desejar. Não importa o quanto potente seja o computador, haverá sempre um momento de lentidão ou falta de espaço em disco. Isso, somado à velocidade cada vez maior da internet, deu origem à computação em nuvem (cloud computing em inglês).
Antônio Fernando Traina, coordenador do curso de Ciências da Computação da Unifran, explica que apesar de revolucionário, o conceito não é novo.
“Ele já existe há pelo menos 15 anos. Da sua máquina, você utiliza vários computadores em rede na internet, dividindo e otimizando o processamento de dados.”
Muito complicado? Não é não. Na verdade você já usa a nuvem e nem sabe. Os e-mails - como Gmail, Hotmail, Yahoo, etc. - são uma forma de armazenamento remoto de dados. Você já parou para pensar onde eles ficam guardados? O software e o armazenamento da sua conta não existem no seu computador - estão na nuvem de computadores do serviço.
Cada empresa tem sua nuvem. E o serviço é gratuito até um limite, como se fosse apenas para demonstração. A
Apple, por exemplo, lançou há dois meses o iCloud - seu novo sistema de armazenamento de dados. A empresa oferece gratuitamente 5 Gbytes e quem precisar de mais tem de pagar por isso. No Gmail o limite é de 2,5 Gbytes.
Mas a nuvem não serve apenas como um grande HD externo. Ela também aumenta a agilidade e a velocidade no processamento desses dados. É possível, por exemplo, tratar fotos online sem ter um programa de edição de imagens no seu computador, como no site
Picnik. No Google Docs, você pode abrir, editar e salvar arquivos nos programas do Microsoft Office (Word, Excel, etc.) de qualquer computador, aparelho celular, tablet... Diretamente no browser e de qualquer lugar do planeta. A única coisa que o usuário do computador precisa é ser capaz de rodar o software da interface do sistema da computação em nuvem, que pode ser tão simples quanto um navegador web, e a rede da nuvem cuida do resto.
Se você usa o Windows 7 pode baixar um aplicativo chamado Windows Live Mesh, que fará a sincronização de seu computador com a nuvem sem que você perceba. É só salvar um arquivo em uma pasta no seu Desktop e ele cria um backup automático “no ar”. Esse foi o jeito que o professor Daniel dos Santos, 28, do Senac Franca, para compartilhar arquivos com os alunos dele. “A gente não precisa mais ficar trocando e-mails por isso. A atualização é automática. Apenas cadastro os e-mails deles para que tenham acesso à pasta com os arquivos, e pronto”, disse ele.
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