Os pezinhos transpõem a porta, viajam pela estrada de cimento, estacam diante das grades do portão. A boca e os olhos arregalam.
- Manhêêêêêê!
A preocupação desabala desde o interior da casa, um coração aos saltos abraça a criança.
- Que foi, que foi?
O dedinho indicador gesticula e fala, mas é linguagem de mudo. A boca custa a obedecer.
- Trocaram a árvore... Trocaram a árvore da rua...
A mulher também demora, mas finalmente compreende: o ipê amarelo florira.
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