A equipe de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) descobriu, após o laudo do IML (Instituto Médico Legal), que a morte de um aposentado morador na Vila São Sebastião foi um latrocínio. Itevaldo Pio de Souza, 73, foi encontrado morto com o corpo em estado de decomposição no dia 5 de fevereiro. Somente após o laudo médico foi confirmado um corte profundo na virilha da vítima, ferimento que provocou sua morte.
Pouco mais de cinco meses depois, a polícia identificou a autoria do assassinato. A costureira Michele Carolina Aparecida Silva, 25, moradora no Parque do Horto, confessou o crime. Ela disse que se desentendeu com o aposentado e que teria o golpeado com objeto de pontas, sem especificar se seria uma faca ou um pedaço de ferro. Após atingir o aposentado, ela o deixou agonizando na cama e fugiu levando R$ 200 da vítima. A acusada foi indiciada no crime de latrocínio e liberada. O delegado Márcio Murari deve pedir sua prisão preventiva no inquérito que será relatado ao Fórum nesta semana.
A Polícia Civil chegou até Michele buscando informações de pessoas que frequentavam a casa de Itevaldo. O aposentado morava sozinho. A acusada, segundo a polícia, mantinha um relacionamento com a vítima. “Ela confessou que frequentava a casa do aposentado e que naquele dia, ele tentou manter relações sexuais com ela. No entanto, ela queria dinheiro e acabaram se desentendendo. Ela disse que pegou um objeto cortante e provocou um profundo corte na perna da vítima. O aposentado pediu ajuda, ela confessa que o colocou na cama e fugiu levando R$ 200”, disse o delegado Márcio Murari.
O corpo de Itevaldo só foi encontrado 13 dias depois do crime. Moradores das imediações começaram a sentir um mau cheiro e acionaram a polícia. Após arrombar a porta da casa do aposentado, policiais o localizaram morto sobre a cama com o corpo em adiantado estado de decomposição. Na época, a Polícia Civil registrou o caso como morte suspeita, aguardando o laudo do IML. Dias depois, teve a confirmação que Itevaldo morreu em decorrência de uma hemorragia provocada por um corte na virilha.
A DIG também identificou uma outra mulher, que frequentava a casa de Itevaldo com Michele. A polícia investiga se JVN, 36, moradora na Vila São Sebastião, teria participação no assassinato. “No latrocínio, temos a confissão de Michele, que foi indiciada. Já a outra mulher alega não ter participado do crime, mas disse ter ido com a acusada roubar dinheiro da vítima em maio do ano passado”, disse Murari.
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