Os empresários do setor de calçados em Franca acham importante as propostas do Plano “Brasil Maior”, lançado ontem pelo governo federal, mas temem que as medidas sejam paliativas. Eles preferem esperar na prática para ver como serão aplicadas. “Qualquer atitude do governo para incentivar a exportação é boa, mas muitas delas são momentâneas. Estamos cansados de viver coisas de momento. Não adianta medidas analgésicas. Eles pensam ‘o dólar caiu, então vamos arrumar um remédio para resolver a situação’. Não podemos mais viver com as incertezas do mercado”, disse José Rosa Jacometi, diretor administrativo da Bordallo Calçados (Anatomic Gel). A empresa produz 1,2 mil pares de sapatos e exporta 50%.
José Rosa aprovou a instalação do Reintegra para devolução de créditos de Pis/Cofins aos exportadores. “Um dos grandes problemas que temos é a carga tributária. Hoje 58 impostos estão embutidos em cima dos produtos, o que torna difícil concorrer com preços de outros centros produtores de calçados porque nosso produto encarece”, disse o diretor.
José Rosa acredita que os produtos de outros países além da China deveriam ser sobretaxados pelo governo brasileiro. Ele ainda sugere que o câmbio do dólar seja revisto. “Não adianta medidas se não cuidar do dólar. Acho necessário ter um tipo de câmbio diferenciado para a indústria e controle da entrada e saída do dólar no País. Os investidores colocam e tiram na hora que querem.”
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