Por meio de uma parceria entre a Escola Técnica “Doutor Júlio Cardoso” e a Aiesec (organização formada por jovens universitários existentes em mais de dez países), cinco jovens estrangeiros estão em Franca para a segunda rodada do projeto “Cidadão Global”. São quatro meninas e um garoto que participam do programa, que tem como objetivo proporcionar um ambiente globalizado de aprendizagem entre intercambistas de países como Egito, Gana, Indonésia e Polônia com os alunos da escola.
Dentro do programa, os jovens estrangeiros dão workshops sobre meio ambiente e sustentabilidade. Nas aulas os intercambistas contam como são tratados os tema em seus respectivos países. Os jovens que estão em Franca fazem parte da Aiesec nos seus países de origem.
Moustafa Hassaballa, tem 24 anos, mora no Egito e é estudante de engenharia mecânica. Para ele o projeto é enriquecedor por poder conhecer pessoas com culturas diferentes. “A língua portuguesa não é difícil e fiquei surpreso em ver o quanto os brasileiros são respectivos, abertos a novas amizades”. O jovem esteve em São Carlos dando aula em seis escolas também sobre meio ambiente.
A polonesa Kaya Drozdz, tem 22 anos e é estudante de Direito. De fala calma, a intercambista confessou que ao chegar no Brasil se impressionou com a mistura étnica encontrada aqui. “O Brasil é um país que está se desenvolvendo rápido e não pode perder a chance de estar conectado com o resto do mundo por meio da língua, do idioma.”
O projeto “Cidadão Global” está em sua segunda edição na Escola Industrial. Em Franca é a única a realizar o trabalho. No primeiro semestre a unidade educacional recebeu universitários da Colômbia, Estados Unidos e México.
De acordo com a coordenadora, Rita Parzewski, com o programa os alunos têm a possibilidade de conviver com o diferente. “O interessante desse intercâmbio é que os alunos da escola podem aprender mais sobre sustentabilidade e responsabilidade social e também de aprimorarem seus conhecimentos na língua inglesa, através das oficinas de conversação realizadas em sala de aula. Eles também aprendem português com a gente. Com esse projeto todos ganham, sejam nós os professores, sejam os nossos alunos e também os visitantes”, disse a professora.
A estudante de psicologia Emefa Afetonu (na foto ao lado), veio de Gana, no continente africano. A jovem de 24 anos se apresentou a reportagem com uma roupa típica de seu país por estar feliz em participar do projeto. “Vestimos roupas assim quando vamos participar de uma celebração com autoridades ou quando estamos muito felizes por estar realizando algo importante. Estou feliz por estar aqui e poder aprender coisas novas.”
Os estrangeiros andam pela cidade utilizando o transporte coletivo, passeiam pelas praças e até fazem compras. Eles estão morando em casas de alunos da própria escola técnica, em diferentes pontos da cidade. Os jovens devem permanecer por oito semanas no município.
COMO VIERAM PARAR AQUI
Qualquer universitário que estiver regularmente matriculado em uma unidade de ensino superior pode participar do programa de intercâmbio. Os cinco jovens se inscreveram em suas respectivas universidades, no site da organização http://www.aiesec.org.br ou entrar em contato com a unidade em Franca pelo e-mail franca@aiesec.org.br.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.