Um novo bairro a cada três meses. Esse tem sido o período médio de surgimento de novos condomínios ou loteamentos em Franca desde 2005. O levantamento é da Secretaria Municipal de Urbanismo e Habitação. Implantados já com toda a infraestrutura de água, luz, esgoto e asfalto, eles são criados em diferentes regiões e confirmam a tendência de expansão imobiliária da cidade. Considerando os primeiros meses deste ano, nos últimos seis anos surgiram 20 bairros, tota-lizando 7 mil lotes colocados à venda e 196 novas ruas para o trânsito de veículos e pedestres. Outros sete loteamentos estão em fase de aprovação.
Ana Helena, Tom Jobim, Alto da Vila, Elisa, Palermo e São Jerônimo são alguns nomes de bairros que surgiram nos últimos anos. A expansão da cidade tem sido tão rápida que parece não dar tempo dos francanos acompanharem o aparecimento de todos os novos recantos. Saber a localização, então, é ainda mais difícil.
A enfermeira Pollyanna de Oliveira, 26, se mudou em dezembro para o Res. Zanetti, na região sul, e toda vez que pede uma pizza ou outra entrega em casa precisa explicar em detalhes como chegar ao imóvel. “Muita gente não sabe onde é. Então, preciso dar os pontos de referência, pois as ruas ainda não têm nomes.”
No Residencial Palermo, na região oeste, o que até pouco tempo era terra hoje está todo habitado. Já há pontos comerciais e é assistido por transporte coletivo e coleta de lixo.
Na relação de novos bairros, há loteamentos de diferentes padrões e até condomínios fechados. O perfil dos compradores inclui investidores da região e jovens casais na faixa etária dos 30 anos.
Para Marcos Parra, da imobiliária responsável pela comercialização por alguns dos novos loteamentos, as facilidades de financiamento aliadas ao bom momento econômico e à cultura do francano, de preferir ter casa com quintal e varanda ao invés de apartamento, têm favorecido o surgimento de novos bairros. O Jd Piratininga, por exemplo, atingiu 50% de ocupação 24 meses antes dos cinco anos previsto e, em setembro ganhará um novo vizinho, o Piratininga II. As ruas do bairro já começaram a serem abertas e a previsão é que a partir de janeiro o local receba as primeiras construções. “A taxa de ocupação é muito rápida”, disse Parra.
A secretária de Urbanismo e Habitação, Valéria Marson, acredita que “as pessoas estão descobrindo a cidade” e as novas políticas habitacionais contribuem para seu crescimento. “Há uma série de requisitos para que o bairro nasça sendo atraente e isso acaba ajudando o momento da construção civil.”
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