Habner Souza: da carriola e concreto para o trompete


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Habner Melo, 23, quer trocar o ‘batidão’ do trabalho de pedreiro pelo sonho da música
Habner Melo, 23, quer trocar o ‘batidão’ do trabalho de pedreiro pelo sonho da música

Pedreiro, 23 anos, apaixonado por música e trompetista da Orquestra Sinfônica. A admiração pelos arranjos e melodias musicais que incentivou o jovem Habner de Souza Melo a conquistar um espaço no meio da música clássica nasceu na infância. Habner é evangélico e desde criança acompanha as apresentações dos músicos da Igreja Assembleia de Deus. Aos 15 anos aprendeu com eles a tocar instrumentos. Seu primeiro trompete foi comprado pelo pai. “Gostei mais do som do trompete, que é também o instrumento mais bonito para mim.”

Há quase dez anos, Habner se dedica à música. Procurou professores para aprimorar os conhecimentos, participa religiosamente dos ensaios da Orquestra e mantém estudos diários em casa. Depois de se desligar da Orquestra durante um período por falta de tempo para os ensaios porque era pespontador e trabalhava à noite, retornou há um ano ao grupo. “Não consigo viver sem música... Aqui na obra é um batidão, com o sol forte, carriola e enxada, mas à noite minha rotina é mais tranquila. Fico só sentadinho tocando trompete.”

Ele é francano e se orgulha de fazer parte da Orquestra. “A música me fascina. Quando estou ensaiando ou participando de concertos da orquestra é a melhor coisa do mundo para mim.” Habner quer alçar novos vôos. O próximo sonho a ser realizado é deixar de ser pedreiro para sobreviver como professor de música. “Se Deus permitir, um dia minha vontade será uma realidade.”

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