Welderson: entre vidros e o clarinete da Orquestra


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O vidraceiro Welderson Pereira sonha em ser professor de música
O vidraceiro Welderson Pereira sonha em ser professor de música

Quando tentou tocar um clarinete pela primeira vez, Welderson Silva Pereira, 20, não conseguiu produzir som algum. Foram várias tentativas até ouvir a melodia na clarineta. Foi o suficiente para se apaixonar. Incentivado pelo pai, que sempre teve vontade de aprender a tocar, o jovem descobriu o talento para a música. Começou na Igreja Assembleia de Deus ainda menino, aos 12 anos, e escolheu o clarinete por indicação do maestro. “Ele disse que tinha jeito para tocar esse instrumento. Meu pai comprou um para mim e também um teclado. Comecei a tocar e percebi que tinha facilidade para assimilar as músicas só de ouvir. Não parei mais.”

Ele recebeu um convite para integrar a Orquestra Sinfônica de Franca, fez o teste e conquistou um lugar no grupo. “A música clássica, além de ser bonita, atinge a gente de forma mais profunda porque causa uma emoção muito forte em quem toca e nas pessoas que ouvem”, disse ele.

Welderson já trabalhou como açougueiro, pedreiro, colador de peças e hoje é vidraceiro, mas tem planos de mudar de profissão outra vez. O sonho dele é ser professor de música. O clarinetista concluiu o ensino médio e pretende estudar na USP de Ribeirão Preto para dar aulas e viver da música. “Essa é minha paixão.” Ele é professor voluntário de 12 alunos na igreja. “A sensação de poder sentir a música é maravilhosa. Meu desejo é compartilhar o que sei com as pessoas.”

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