Quem viveu a época áurea da Praça Sabino Loureiro, na Estação, hoje certamente fica triste ao ver como tudo está mudado e acabado. Ali, os rapazes e moças se encontravam nas noites de sábado e domingo, a exemplo da Praça N. S. da Conceição, para o chamado “footing”, em torno de seus canteiros e do coreto com o alto-falante Zigue-Zague, comandado pelo Olivar Tasso, tocando os sucessos da época. Quantos namoros começaram naquela praça, a partir de um oferecimento de musical. O romantismo da época acabou ou mudou muito e isso a gente precisa compreender. Só não dá para aceitar calado o esquecimento daquele local por parte da administração municipal. A prefeitura já devia ter idealizado um projeto de revitalização, a exemplo do que aconteceu na Praça N. S. da Conceição há alguns anos, ainda na gestão do Gilmar Dominicci, por conta de um apoio valioso do Magazine Luíza e do Unibanco. A velha Praça da Estação vai se acabando aos poucos. Transformada em simples parada de ônibus, é ocupada por andarilhos e moradores de rua que levam medo aos comerciantes do local. Eles são assaltados com frequência, até pela falta de maior policiamento. O dono de um estabelecimento me dizia há poucos dias: “Estou vendendo minha lanchonete, porque não aguento mais e já estou de mudança”. Quando será que vão se lembrar de dar vida nova à tradicional Praça Sabino Loureiro?
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