A Rede Bandeirantes de Televisão, numas das últimas apresentações do Jornal da Band, das 19h30m, exibiu uma série de reportagens tratando de Experiências de Quase Morte, a instigante E. Q. M. Sabem todos que tal fenômeno é aquele estado intermediário que, em alguns casos raros, a alma experimenta entre a plena vida física e a morte que, apesar dos eventos que a caracterizam, não chegou a acontecer. Seja por um acidente de carro, seja por uma queda, ou uma intervenção cirúrgica, o espírito se vê fora do corpo e se encontra com outros, deparando-se com a continuação da vida. Nas entrevistas que foram apresentadas e nos casos analisados, os médicos expenderam sua opinião dizendo que se trata de uma faculdade do cérebro, especialmente o sistema límbico, para armazenar e processar imagens já observadas, ou criar imagens a partir de informações já recebidas. São constatações de considerável parcela de cientistas, para a qual a Ciência não deve cogitar da possibilidade da existência do espírito. Procura explicar tudo à luz da matéria. Tudo o que fugir ao palpável, ao mensurável, ao que não pode ser repetido à vontade do homem, não lhe interessa.
Os religiosos que apresentaram sua opinião, por desconhecimento da realidade espiritual, preferiram optar pela óptica da matéria, em que tudo não passa da imaginação do paciente. Para nós, espíritas, contudo, as experiências de quase morte nada mais são do que a demonstração da existência do espírito. Este está acoplado ao corpo por intermédio de um laço fluídico que, quando se afrouxa, permite ao SER entrar em contato com o mundo espiritual, onde está a vida verdadeira. Assim, os relatos do que se passa durante o acontecimento, nada mais são do que lembranças do ocorrido. Claro que o Espiritismo admite a interferência do cérebro nestas lembranças, até porque o cérebro é o instrumento da manifestação do espírito e interfere, ainda que involuntariamente, nas ditas manifestações.
O que chama a atenção, contudo, é a coincidência nos relatos: todos se vêem num ambiente mais diáfano, todos se encaminham por um túnel, todos vão ao encontro a uma intensa luz, todos se encontram com parentes já falecidos, todos se deparam com entidades superiores. Ora, se os relatos se repetem, mas os cérebros são individuais, como tudo pode se dar em situações repetidamente idênticas?
Parece-nos, por isso, que a melhor hipótese, a que melhor explica o conhecido fenômeno, é a existência do espírito. Tanto é assim que, em idêntica reportagem, apresentada por outra emissora, foi narrado o fato de um paciente submetido a uma cirurgia e que teve uma parada cardíaca. Viu-se fora do corpo e, quando foi reanimado, narrou tudo o que ouvira em desdobramento. Contou, inclusive, que sabia onde havia caído uma caneta do enfermeiro, encontrada, efetivamente, atrás de um arquivo. Onde está a criação cerebral ou a lembrança de algo já acontecido? Somente o espírito desdobrado poderia ver onde estava a caneta que sumira. Contra fatos não há argumentos!
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais e diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca (Idefran)
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.