Na reta final da negociação entre o Magazine Luiza e o Grupo Silvio Santos, que vendeu 121 Lojas do Baú da Felicidade à empresa francana por R$ 83 milhões, a direção do Magazine decidiu adotar a lei do silêncio. Até o fechamento do negócio, cujo pagamento integral acontece neste domingo, 31 de julho, nenhuma informação adicional ao comunicado distribuído no dia 13 do mês passado será dada a imprensa.
Em seu programa do último domingo, o próprio Silvio Santos anunciou que a partir de sexta-feira (ontem), as lojas do Baú já estariam sob o controle do Magazine Luiza. Ele também avisou aos funcionários que tem a promessa da empresária Luiza Helena Trajano, presidente do ML, de que não haveria demissões e que a meta seria ampliar o quadro.
Procurada para falar sobre a transição das lojas, a empresária não atendeu a reportagem. Ela disse, por meio de sua secretária, que outra pessoa falaria sobre o assunto e que retornaria a ligação, o que não ocorreu até o final do dia. A assessoria de imprensa também foi procurada, mas disse que, por enquanto, a empresa não irá se pronunciar sobre o negócio.
No dia 10 de junho, o Magazine Luiza e o Baú da Felicidade assinaram um memorando em que estabeleceram premissas para a aquisição das lojas que estão localizadas nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná.
Três dias depois, um comunicado foi enviado à imprensa. Nele, a assessoria detalhou o valor da transação e disse que o negócio envolveu, além dos pontos de venda, os escritórios, centros de distribuição, sistema de informática e o cadastro de clientes.
A rede deve adequar alguns pontos comerciais para a expansão da loja virtual. O modelo deve se concentrar, principalmente, no Paraná, onde o Baú mantinha 80 unidades.
Com a aquisição das Lojas do Baú, o Magazine Luiza passa a ter 732 unidades no país.
3ª DO VAREJO
Em junho, quando anunciou a compra das Lojas do Baú da Felicidade, o negócio colocaria o Magazine Luiza como o segundo maior grupo varejista de eletrônicos e eletrodomésticos do país. A empresa só ficaria atrás do Grupo Pão de Açúcar, que inclui as Casas Bahia e o Ponto Frio.
O cenário mudou no dia 20 de julho, quando a Máquina de Vendas, formada por Ricardo Eletro, Insinuante e City Lar, adquiriu a Eletro Shopping e consolidou a posição de segundo maior grupo varejista de eletrônicos e eletros.
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