Documento vencido, falta de habilitação, acidente, pendências criminais. Não importa o motivo. Todos os dias, uma média de 50 veículos é recolhida e levada para o pátio da Prefeitura. As motos são a maioria. No local, 2,1 mil veículos estão parados aguardando uma destinação. A capacidade é para três mil. Os quatro leilões realizados por ano compensam a baixa saída - em torno de 20/dia - e ajudam a evitar a superlotação.
O licenciamento vencido é o maior vilão e causa principal das apreensões nas ruas da cidade. Em segundo lugar, aparece a falta de habilitação somada à prática de conduzir uma categoria de veículo para a qual a pessoa não está habilitada. “Também é muito comum nos depararmos com carros ou motos com problemas na placa. São situações de número ilegível, falta de visibilidade ou a ausência da placa. Lacres rompidos também são frequentes. Em todos estes casos, é feita a apreensão”, contou o sargento Marcos Aurélio Passeti, supervisor do Pelotão de Trânsito da Polícia Militar.
Somente a PM recolheu 3,1 mil veículos nos sete primeiros meses do ano por infrações de trânsito diversas. As apreensões por acidentes ou motivadas por envolvimento em crimes não estão computadas neste número.
Seja qual for o problema, as motos lideram o ranking das apreensões em Franca. “Com as facilidades de financiamento, o número de motos aumentou muito. O pessoal aproveita as baixas prestações e sai comprando, mas depois não dá conta de pagar o licenciamento”, comentou o tenente Sérgio Buranelli, secretário municipal de Segurança, responsável pela administração do pátio.
A partir do momento em que o proprietário começa a regularizar a situação, um veículo recolhido demora três dias em média para ser liberado. O primeiro passo é pagar os impostos devidos. Em seguida, a pessoa deve se dirigir à Ciretran para obter a liberação. Depois, ainda será preciso pagar a estadia e o guincho. Só após eliminadas as pendências, a saída é autorizada. Quanto mais tempo o interessado demorar, mais caro pagará pela liberação.
A diária de um carro custa R$ 11,16, a de caminhão R$ 16,74 e a de moto R$ 6,69. O guincho custa R$ 77 (carro), R$ 65 (moto) e R$ 142 caminhão. Se a apreensão ocorreu depois das 18 horas ou em fins de semana e feriados a taxa é aumentada em 20%. Por causa dos custos, muitos proprietários decidem abandonar o veículo no pátio. O próximo leilão está marcado para o dia primeiro de setembro. Deve ser colocado à venda um lote de 350 a 400 veículos. Eles não podem circular e têm de ser encaminhados para desmanches.
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