O estudante universitário EOJ, 21, morador em Igarapava, gastou em cinco dias cerca de R$ 5,5 mil em crack. Viciado na droga, o rapaz saiu de sua cidade e veio parar em Franca, onde ficou trancado na residência de um traficante no Bairro City Petrópolis. O pai do rapaz foi quem denunciou o desaparecimento do filho e, posteriormente, o local onde ele poderia estar. Policiais militares da Força Tática rumaram para o local e encontraram o viciado junto com o dono do imóvel, acusado de buscar a droga para o estudante. O homem foi preso junto com a mulher de um suposto traficante do Parque Vicente Leporace.
A história do estudante EOJ começou na madrugada do último domingo. Os pais do jovem informaram que ele saiu para ir ao cinema com a namorada. O estudante deixou a jovem em casa e depois desapareceu.
O universitário, que já esteve internado numa clínica de recuperação para dependentes químicos e estava há três anos sem usar drogas, disse que se encontrou com um viciado em Igarapava e juntos saíram para beber. Ele teria tomado algumas doses de uísque e, com o carro do pai, um Gol, veio para Franca comprar drogas. Com R$ 20 no bolso, foi parar numa “biqueira” no City Petrópolis, onde ficou até ontem fazendo uso de crack.
EOJ contou para a polícia que, como seu dinheiro havia acabado, vendeu o aparelho de som do carro para usar mais drogas. Além disso, foi até uma loja, onde comprou um televisor de LCD 42 polegadas e fez empréstimos utilizando seu cartão de crédito. A TV e o dinheiro foram trocados por crack. O total de gastos ultrapassa os R$ 5,5 mil.
“Não me controlei. Vim para Franca e gastei tudo. Vendi o som, fiz empréstimos, tirei uma televisão e cheguei a pensar em financiar o carro do meu pai para comprar mais drogas. Infelizmente quando a gente está nessa vida, a gente faz de tudo. Se não fosse meu pai, não sei que seria de mim”, disse o universitário que cursa comércio exterior.
FALSO SEQUESTRO
Ontem de manhã, o pai do universitário, o comerciante EO, 55, recebeu uma ligação anônima de indivíduos que diziam estar com seu filho e que, para libertá-lo exigiam resgate de R$ 10 mil. “Uma pessoa me ligou, me forçando mandar dinheiro para eles. Disse que não tinha dinheiro. Passado algum tempo, eles ligaram novamente pedindo outros valores. Nisso eu já tinha denunciado o caso para polícia de Igarapava, que passou as informações para a polícia de Franca. A polícia conseguiu rastrear o orelhão que eles ligaram e prenderam os traficantes e localizaram meu filho”, disse.
Soldados da Força Tática, ao tomar conhecimento do suposto cárcere privado, começaram a realizar diligências na região do City Petrópolis. Nas proximidades dos predinhos do bairro, a polícia encontrou o Gol do comerciante e descobriu em qual apartamento o rapaz se encontrava. “Tivemos que arrombar a porta do apartamento para entrar. O rapaz foi encontrado num quarto e estava sob efeito de entorpecentes”, disse o sargento Suzini.
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