Após assumir o comando do PP (Partido Progressista) em Franca, a nova diretoria enfrentará o desafio de evitar uma debandada de filiados para manter a legenda estruturada. Como a saída de membros ligados ao prefeito Sidnei Rocha (PSDB) é tida como certa, o partido se esforçará para segurar os três vereadores que formam a bancada na Câmara ao lado de Graciela Ambrósio. Primeiro passo neste sentido foi dado durante a sessão de ontem.
Cinco integrantes da nova executiva, incluindo Batista David Neto, irmão de Graciela, se reuniram na sala da presidência com o vereador Marco Antônio Garcia com a sessão em andamento. Durante o encontro, falaram do interesse de manter o parlamentar nas fileiras do partido. Conversas semelhantes serão realizadas com Laércinho e Oscar Mercuri. O trio integra a base de apoio ao prefeito e cogita a possibilidade de deixar o PP, agora sob controle da principal voz de oposição a Sidnei Rocha na cidade.
Mesmo ciente de que os colegas de bancada adotam posições diferentes da dela, a presidente Graciela Ambrósio disse que é sua intenção convencê-los a permanecer no PP. A densidade eleitoral dos vereadores, que obtiveram juntos oito mil votos, não pode ser desprezada para quem pretende obter desempenho positivo nas próximas eleições. “A nossa intenção é fortalecer o partido para que a gente tenha uma chapa de vereadores bastante forte em 2012. Sabemos que teremos desfiliações, mas estamos trabalhando para buscar novos integrantes.”
Apontada como eventual candidata à Prefeitura no ano que vem, a vereadora não confirmou a intenção de disputar as eleições mesmo após seu grupo ter tirado o PP das mãos de Sidnei Rocha. Graciela. “No momento, a prioridade é organizar o partido. Só vamos conversar sobre candidatura no momento oportuno”.
Escudeiro do prefeito, o presidente Marco Garcia diverge de Graciela com frequência na Câmara. Durante a reunião com o novo diretório do PP, mostrou o seu descontentamento com a maneira com que o diretório anterior foi destituído. “Disse aquilo que sinto: falei que a intervenção foi um ato autoritário que não deveria ter ocorrido. O partido não existia na cidade, foi reestruturado pelo grupo do prefeito e conseguiu eleger quatro vereadores. Mesmo não concordando com a atitude, em princípio, vou continuar no partido e seguirei votando de acordo com minha consciência”.
A permanência de Garcia no partido não está garantida. Apesar de dizer aos dirigentes que ficará, possibilidades de uma saída estão sendo avaliadas. “Se amanhã eu vir que várias pessoas debandaram do partido e que não há estrutura suficiente para disputarmos as eleições, não pensarei duas vezes em sair.”
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