Eventuais candidatos de Sidnei Rocha, os secretário Alexandre Ferreira e Valéria Marson se desfiliaram do PP
A coluna não circulou por duas semanas, tempo suficiente para o cenário político de Franca sofrer uma reviravolta. Primeiro, a Câmara tentou, na surdina, aumentar o número de vereadores. Não conseguiu as assinaturas necessárias. Depois, o prefeito sofreu dois duros golpes em sequência. Sidnei Rocha começou o mês com três partidos sob seu controle. Perdeu o PP e o recém nascido PR. Ficou apenas com meia legenda. Divide o diretório do PSDB com Roberto Engler.
A rasteira política que a base governista levou provocou alterações nas composições partidárias e terá reflexo direto na sucessão municipal. A maior debandada será sentida no PP, antes controlado por homens de confiança do prefeito, e, agora, sob o comando de Graciela Ambrósio, maior opositora de Sidnei Rocha. Os primeiros a saírem foram os secretários municipais e prefeitáveis Alexandre Ferreira e Valéria Marson. Ambos já solicitaram a desfiliação à Justiça Eleitoral e aguardam a turbulência passar para decidir para onde vão. Hoje, integram a turma dos sem partido. A mulher de Alexandre Ferreira, Cyntia Milhim, é conselheira fiscal suplente do diretório municipal do PSDB.
Os vereadores da bancada do PP, Laércinho, Oscar Mercuri e Marco Garcia, que ratificaram apoio ao prefeito, ainda não decidiram se ficam ou se vão mudar de legenda. A esperança é que a intervenção os livre de eventual cassação por infidelidade caso decidam buscar novo abrigo. É consenso entre os parlamentares que, com a mudança de comando, o partido não terá em 2012 o mesmo desempenho obtido nas eleições passadas quando garantiu quatro cadeiras na Câmara. A reeleição, que parecia tranquila, passou a correr riscos.
NÃO É COMIGO
Com direito a tapinha nas costas de Sidnei Rocha (PSDB), Marco Aurélio Ubiali (PSB) esteve dia 16 na inauguração do centro esportivo do Jardim Panorama construído pela Prefeitura. Na ocasião, o deputado federal já havia manobrado em Brasília e tirado o comando do PR das mãos do prefeito. A articulação feita em silêncio por Ubiali só foi revelada ao prefeito três dias depois. Durante a inauguração, Ubiali comportou-se como se nada estivesse acontecendo.
FINGINDO DE ÁRVORE
Na segunda-feira, já com a rasteira aplicada, Ubiali e Sidnei voltaram a se encontrar durante audiência no gabinete do prefeito com o presidente do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 15ª Região, em Campinas, desembargador Renato Buratto. O deputado chegou atrasado e sorridente à reunião. Ninguém tocou no assunto.
SIMANCOL
Pessoas próximas a Sidnei Rocha esperam que integrantes do PSB com cargos de confiança na administração se antecipem e entreguem a carta de exoneração. Carlos Ubiali, irmão do deputado, foi nomeado a pedido do próprio mano como secretário-adjunto de Desenvolvimento. O ex-vereador Maurício Chinaglia atua no setor de turismo da mesma pasta.
CAMAROTE
O deputado Roberto Engler, que viu sua influência interna no ninho tucano ser reduzida no começo do ano ao passar a dividir o comando do diretório municipal do PSDB com o prefeito, acompanha atentamente a revolução política na cidade. Dizem que nunca esteve tão bem humorado.
ENQUANTO ISTO
Alvo de governistas e da oposição, o PPS fará reunião na Câmara Municipal dia 13 de agosto. O presidente afastado do diretório estadual, Davi Zaia, atual secretário de Estado do Emprego e Relações do Trabalho, é esperado no encontro. O partido tenta se reorganizar na cidade para disputar as próximas eleições.
ESPERTINHOS
Na tentativa de amenizar a repercussão negativa e ficar bem com a sociedade, vereadores que trabalham na reforma da Lei Orgânica do Município articulam para inserir proposta – o prazo termina dia 31 – fixando em 23 o número de cadeiras na Câmara. Depois, votariam em plenário, “redução” para 21 esperando passar a imagem de que teriam diminuído a quantidade de vagas. Prometo não contar para ninguém que hoje são 15 cadeiras.
Edson Arantes
Jornalista – edson@comerciodafranca.com.br
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