“Um stand up caipira”. Assim André Luiz Mazzaropi define o show cômico musical Tem um Jeca na Cidade, que ele apresenta hoje, às 20 horas, no Teatro Municipal de Franca. O “Filho do Jeca”, como é conhecido, viaja o País para manter viva e divulgar a história do seu pai de criação, o saudoso ator e cineasta Amácio Mazzaropi, personagem inesquecível da cultura popular brasileira. Os convites para o espetáculo foram distribuídos gratuitamente pela Feac (Fundação para o Esporte, Arte e Cultura) e já estão esgotados.
Desde segunda-feira, André Luiz leva a bairros de Franca - Jardim Aeroporto II, Jardim Guanabara e Creche do Jardim Noêmia - sua mostra de cinema itinerante e a exposição fotógrafica sobre Mazzaropi. “Os centros comunitários ficaram lotados. A gente percebe o encantamento não só do público que relembra o artista, mas também da criançada. É uma oportunidade de levar cultura até a população. A base da educação é a cultura”, afirma André Luiz, o caçula dos cinco filhos de criação de Mazzaropi.
O monólogo Tem um Jeca na Cidade encerra a mostra itinerante com grandes clássicos da música caipira que marcaram os filmes de Mazzaropi como Tristeza do Jeca, Casinha Pequenina, A Dor da Saudade, Fogo no Rancho e Sanfona da Véia, entre outros.
André Luiz conta que o texto é adaptado da obra original de Mazzaropi. “Em 1983, dois anos depois da morte do meu pai, resolvi dar continuidade ao trabalho dele. Já são 27 anos na estrada e hoje em Franca, 1.578 apresentações”, disse o artista, que participou de quatro filmes de Mazzaropi (Jecão... Um Fofoqueiro no Céu, Jeca e Seu Filho Preto, A Banda das Velhas Virgens e O Jeca e a Égua Milagrosa), sendo dois deles como o próprio filho. “Contar essa trajetória dele é extraordinário”, completa.
Ele ainda recorda que a última vez em que esteve em Franca foi ao lado do pai, com o circo Romano, em 1976.
A produção do espetáculo e dos filmes são da Ajeca (Associação Cultural dos Amigos do Jeca), com sede em Taubaté (SP). O projeto tem o apoio do Ministério da Cultura e da Secretaria de Estado da Cultura, mas é financiado pelas prefeituras.
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