Em nosso país, só vemos pinguins de louça, em cima de geladeiras, ou no rótulo e propaganda de conhecida marca de cerveja. É que pinguins são animais de clima frio, mais que frio, gelado.
As crianças se encantam com os pinguins porque eles são uns bichos meio estranhos, embora engraçadinhos. Uma esquisitice a gente confere de cara: o pinguim é ave mas não voa. Pode? Não é peixe, mas nada bem, a 40 quilômetros por hora, e chega a mergulhar a profundidades de 500 me-tros. E consegue ficar muito tempo debaixo da água, até por 20 minutos!
Devido à sua plumagem preta e branca, distribuída de forma elegante, o pinguim parece pronto a ir a uma festa que exija traje a rigor. Mas a elegância é só na aparência. Basta ele começar a andar para que vejamos como é desajeitado. Parece que não se sustenta sobre os próprios pés. Não é raro que se arraste com a barriga, como se não aguentasse o próprio corpo.
Os biólogos têm uma tese que afirma que os pinguins deixaram de voar porque não precisavam buscar alimentos. Vivendo no hemisfério sul, na Antártica, encontravam peixes à vontade ao redor. Então, para sobreviver, era mais importante saber nadar que voar. Desta forma, desaprenderam de ganhar altura e planar.
Vamos agora a alguns números sobre eles: têm 1,15 metros (o tamanho de uma criança de sete anos), pesam até 40 quilos, vivem cerca de vinte anos. Mais detalhes: escutam muito bem, enxergam perfeitamente dentro e fora da água, o bico pontudo é uma beleza para agarrar peixes, crustáceos e moluscos, seus alimentos preferidos. A cauda funciona como um leme de barco, indicando a direção na água. Os pés têm membranas entre os dedos, o que ajuda no deslocamento da água. As asas pequenas dão impulso e funcionam como remos. Os pinguins têm mais penas que o comum das aves, e debaixo delas uma camada de gordura que protege do frio rigoroso.
Há muitas espécies de pinguins: o Azul, o Rei, o Magalhães, o Gentoo, o Galápagos, o Imperador e outras. A tribo dos pinguins é grande e diferenciada.
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