Com 876 casos confirmados de dengue, a Prefeitura de Franca está preparando uma ofensiva para evitar que a explosão da doença verificada este ano volte a se repetir em 2012. Para isto, antecipará as ações de prevenção e os arrastões de combate aos criadouros do mosquito. Tradicionalmente, o projeto Caça Dengue é lançado em novembro. A campanha deste ano começará em agosto. A meta será conscientizar o cidadão que os cuidados também devem ser tomados no inverno para que o verão seja mais tranquilo.
Em apenas sete meses, a cidade superou em mais de 12 vezes o número total de casos verificados no ano passado, quando foram registradas 72 ocorrências. A doença aparece com maior incidência no período das chuvas. Em abril, 350 pessoas tiveram exames com resultados positivos. Com a chegada do inverno e do período seco, houve uma estagnada nas contaminações. Em junho foram constatadas 10 vítimas. Julho está zerado até o momento.
A Secretaria de Saúde pretende aproveitar a estiagem para reduzir criadouros e pontos de larvas e evitar que nova contaminação em série ocorra no próximo verão. Mensagens orientando a população a fazer a prevenção serão divulgadas por meio das rádios, panfletos e outdoors. “Tivemos mais de 800 casos de dengue e estamos preocupadíssimos com este processo. Por isso, vamos adiantar a campanha para começar a trabalhar no inverno, uma época que não tem transmissão. Se não tomarmos os cuidados necessários agora, a situação ficará complicada no ano que vem”, disse o secretário Alexandre Ferreira.
Junto com a campanha de orientação, o município promete deflagrar ações práticas e ampliar o número de arrastões para recolher objetos que podem servir de criadouros para o mosquito da dengue, como pneus, vasos sanitários velhos e vasos de plantas que são jogados pela população nos quintais de casa ou terrenos baldios. “Vamos fazer o controle específico nas áreas mais afetadas e nos locais onde encontramos as larvas positivas do mosquito. É um processo inovador. Ainda não havíamos feito este tratamento pontual nas regiões com maior incidência de casos.”
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