A família Rodrigues Pinto, formada em Delfinópolis (MG) com o casamento de Otávio Rodrigues Pinto e Maria Aparecida em meados do século passado, foi atingida por tristeza dobrada dia 21 deste mês. Naquele dia ocorreu a morte de um dos filhos do casal, Wellington, 64 anos, por volta de 3h30 no Pronto-socorro “Janjão”, por cirrose hepática. À noite, 22 horas, morria a mãe, Maria Aparecida – 89 anos – em decorrência de agravamento de quadro infeccioso iniciado por pneumonia aguda detectada dias antes. A família, muito sofrida, realizou o velório de ambos no São Vicente de Paulo e realizou o sepultamento no Cemitério da Saudade no mesmo momento e no mesmo túmulo.
Otávio e Maria Aparecida foram pais de 10 filhos (Arimondes, ex-funcionário do Banco São Paulo de Franca e ex-presidente da UESF - União dos Estudantes Secundários de Franca de outras épocas, casado com Elza; Elza, diretora atual da escola “Mário D’Elia”, de Franca, casada com Antônio Marco de Oliveira; Wellington, que deixa viúva Esmeraldina; Gerson, casado com Eunice; Renan, casado com Cristina; Leila, casada com José Roberto Arantes; Marlene, casada com Marcos Almeida; Lélia, casada com José Luiz Pereira; Giovani, casado com Maria do Carmo; e Amauri, casado com Luciene), 30 netos (Daniela, Luciano, Marco Otávio, Daniel, Viviane, Eduardo, Leandro, Elisa, Frederico, Guilherme, Rodrigo, Thaís, Renata, Lilian, Neto, falecido; Danilo, Gustavo, Mônica, Tatiane, Fernando, André, Victor, Paula, Leonardo, Rafael, Giovana, Ana Laura, Bárbara, Otávio, João Victor) e 17 bisnetos (Ricardo, Gabriela, Marcela, Yasmin, Gabriel, Mariana, Júlia, Isabela, Rafael, Lucca, Luana, Beatriz, Miguel, Felipe, Laís, Lara, Bruno).
Residiam em Franca desde o início da década de 60. A princípio, vieram para a cidade os 5 filhos mais velhos, buscando estudo. Por volta de 1965 vieram os pais e os irmãos restantes. Segundo contou Elza, seu pai, acostumado à lida com a terra e peão amansador de burros e cavalos, entrou em profunda tristeza ao passar a morar “em casa da cidade”. Lembrou-se que o irmão, Arimondes, já aclimatado em Franca e funcionário de carreira de banco, soube de sítio de Horácio Rosa, localizado nas imediações onde, futuramente, viria a ser erguido o Franca Shopping, e o arrendou, “para que papai tornasse a lidar com a terra e com os animais de que tanto gostava.” Otávio, embora feliz com a oportunidade, já convivia com problemas de saúde que o venceriam em mais dois anos. Em 1966 deixou Maria Aparecida viúva.
Daí em diante, para cuidar dos filhos, ela lançou-se a produzir sabão, a plantar verduras, a fazer muito crochê. Vendia para melhorar os recursos que os filhos já empregados lhe garantiam. Estimulou a todos a que buscassem estudos e profissões. “Mamãe foi uma guerreira”, disse Elza.
Em novembro de 2010, Maria Aparecida sofreu um AVC, passando a conviver com contínuas avaliações de saúde. Dia 19 deste mês, atingida por pneumonia, foi internada na Santa Casa. Quadro infeccioso instalado, entrou em coma no dia 20 e morreu dia 21. Não viu e não soube, portanto, da morte de seu filho Wellington, na madrugada do mesmo dia.
A triste história será rememorada hoje, ocasião de Missa de Sétimo Dia por intenção das almas de Maria Aparecida e Wellington, às 19h15, na Igreja do Menino Jesus de Praga do bairro onde a família morou desde que chegou à cidade.
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