Uma jovem de 25 anos morreu no início da madrugada de ontem na Santa Casa de Franca. Carla Aparecida Gea teve parada cardíaca e choque séptico (falência circulatória). A doença que desencadeou o quadro da paciente ainda é desconhecida. Internada com febre alta, diarreia e dores musculares, a suspeita é que Carla tenha morrido em decorrência de dengue hemorrágica ou meningite meningocócica. Os exames de sangue e líquor já foram encaminhados ao Instituto Adolfo Lutz (Ribeirão Preto) para análise.
De acordo com a tia da vítima, Sueli Barbosa dos Santos, Carla viajou para Igarapava com amigos na última sexta-feira. “Ela foi viajar na sexta, passou bem no sábado e no domingo. Amanheceu com febre na segunda-feira. As amigas disseram que ela tomou dipirona pela manhã”, disse. Após o almoço, Carla começou a ter crises de vômito e mais febre. Chegou a procurar a Santa Casa de Igarapava, mas devido à demora no atendimento, resolveu voltar para Franca. Já no município, por volta das 19h30, dirigiu-se com a família ao pronto-socorro “Dr. Janjão”. “Ela chegou com febre, deram injeção de benzetacil nela e disseram que ela estava com sintomas de meningite”, disse Sueli.
Por volta das 22 horas, a jovem foi encaminhada à Santa Casa de Franca, onde foi colhido sangue e líquido espinhal (líquor) para a realização de exames de meningite e dengue hemorrágica. De acordo com a assessoria de imprensa da instituição, Carla morreu às 0h30, antes de dar entrada no CTI (Centro de Terapia Intensiva) do hospital.
Para o secretário de Saúde de Franca, Alexandre Ferreira, é mais provável que a jovem tenha sido vítima de meningite. “Ela teve sangramentos pontuais no rosto, em volta dos olhos, devido aos vômitos. Isso é sinal clássico de meningite meningocócica. Pelo tempo de evolução da doença, o quadro está mais para meningite do que para dengue”, disse.
A se confirmar tanto meningite meningocócica quanto dengue hemorrágica, será o primeiro caso do ano com morte no município. Ferreira disse que as investigações com os familiares começariam ainda nesta quarta-feira. “É uma pena ter perdido a moça. Vamos esperar os resultados e ao mesmo tempo conversar com os familiares para investigar se há mais pessoas com sintomas. Se for meningocócico, há 72 horas para fazer o procedimento de cobertura de foco, ou seja, medicar as pessoas com remédios preventivos.”
Carla havia se formado em enfermagem no final de 2010, mas trabalhava como secretária. Moradora do Jardim Paulista, a jovem tinha um relacionamento de sete anos e estava noiva.
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