As discussões sobre as mudanças que devem ser implantadas na escola, em particular no ensino médio, voltam-se para a tecnificação. A formação técnica é vista por muitos como a solução para a inserção do jovem no mercado de trabalho. Entretanto, esquecem-se, que na maioria dos casos o aluno ingressa nesse nível de ensino destituído de habilidades básicas e indispensáveis para dar prosseguimento aos estudos. Sendo assim, na construção da aprendizagem o problema não está no acabamento, mas no alicerce. Essa realidade implica numa profunda reflexão e um redirecionamento das atenções sobre a progressão continuada. Não se trata de se colocar-se favorável à reprovação, mas debater sobre um modelo de educação produzido no primeiro mundo, que nossos pesquisadores alienígenas insistem em aplicar no Brasil mesmo cientes de que nossa realidade social, econômica e cultural é infinitamente adversa às condições encontradas na maioria dos países desenvolvidos. Basta de demagogia!
Dársio C. Batista
Franca - SP
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