EUA colocaram fim aos ônibus espaciais. Uma era ficou para trás


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Imagem do último dia 8 de julho mostra o ônibus espacial Atlantis sendo puxado pelos foguetes e jatos. Foi a viajem final das naves que entraram para história
Imagem do último dia 8 de julho mostra o ônibus espacial Atlantis sendo puxado pelos foguetes e jatos. Foi a viajem final das naves que entraram para história

Na manhã da última quinta-feira, 21, o Centro Espacial Kennedy, na Flórida (EUA), recebia a última aterrissagem do ônibus espacial Atlantis, que marca o fim de uma era de 30 anos de exploração tripulada por americanos. O Atlantis faz parte de um conjunto de cinco ônibus espaciais (Columbia, Challenger, Discovery, Atlantis e Endeavour) criados pelos Estados Unidos. As naves foram responsáveis pelo lançamento de satélites, sondas, transporte de cargas para a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) e pelo lançamento e reparos no telescópio Hubble, que deu à civilização humana uma nova visão da dimensão do universo.

O projeto de ônibus espaciais substituiu o Projeto Apollo, que levou o homem à Lua em 1969. A principal diferença dos ônibus espaciais é a capacidade da nave de realizar várias missões, além de poder transportar grandes quantidades de carga. Parcialmente reutilizáveis, os ônibus espaciais também foram apelidados de vaivém espacial.

Os primeiros testes para a construção das naves aconteceram em 1975, através de um protótipo acoplado a um avião Boeing 747, que consegue atingir grandes alturas. A partir daí, surgiu o projeto do chamado ônibus espacial, que seria composto de três partes: o veículo reutilizável (semelhante a um avião, com asas largas), um tanque externo e dois foguetes de combustível sólido.

Funciona mais ou menos assim: o veículo reutilizável (ônibus espacial em si) opera com motores traseiros e mini-jatos de controle de órbita. A decolagem é feita com auxílio dos foguetes externos, que são desacoplados da nave logo que saem da atmosfera. Quando o ônibus espacial volta à Terra, o pouso é feito em uma pista convencional, e a aterrissagem é semelhante à de um avião.

Após 30 anos de missões, em 135 voos, na última semana foi a hora de aposentar as naves. Do espaço para os museus, os ônibus espaciais americanos deixam uma história de conquistas e tragédias (a Challenger explodiu em 1986 logo após decolar e o Columbia explodiu ao entrar em contato com a atmosfera, em 2003). A próxima etapa de construção e lançamento de novas naves espaciais está prevista para, no mínimo, 2015. Com o apoio da NASA, as naves passarão a ser construídas pela iniciativa privada.

Conheça os cinco ônibus espaciais:

Columbia

Lançamento: 12/04/1981
Número de voos: 28
Foi a primeira das cinco naves espaciais reaproveitáveis a ser lançada no espaço. No regresso da 28ª missão, em 2003, o Columbia explodiu ao entrar em contato com a atmosfera, matando os sete tripulantes.

Challenger

Lançamento: 04/04/1983
Número de voos: 10
Um defeito nos tanques de combustível fez com que a nave explodisse na decolagem de sua décima missão, em janeiro de 1986, matando todos os tripulantes.

Discovery

Lançamento: 30/08/1984
Número de voos: 39
Recordista no número de voos, o Discovery foi o responsável pelo acoplamento na MIR (estação espacial soviética), na ISS (Estação Espacial Internacional), pelo lançamento de satélites e pelo lançamento do telescópio Hubble, em 1990.

Atlantis

Lançamento:03/10/1985
Número de voos: 33
Quarto ônibus espacial construído pela NASA, lançou inúmeras sondas e participou da construção da ISS. Encerrou a era de 30 anos da exploração espacial tripulada americana em 21 de julho de 2011.

Endeavour

Lançamento: 07/05/1992
Número de voos: 23
Último e mais recente ônibus espacial construído pela NASA, foi responsável por missões no Hubble em 1993 e pela entrega do módulo da ISS.
 

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