Em votação unânime, na semana passada, a união entre as empresas Carrefour e Pão de Açúcar foi rejeitada pelo conselho de administração da rede francesa Casino, acionista da varejista brasileira. O presidente do Casino, Jean-Charles Naouri, pretende antecipar a reunião da Wilkes, holding controladora do Pão de Açúcar, que decidirá sobre o futuro da fusão, que já está praticamente enterrada.
O presidente do conselho de administração da Wilkes, Abilio Diniz, marcou a reunião para o dia 2 de agosto. O BNDES, diante da negativa francesa, deixa claro que deve abandonar o negócio, onde poderia entrar com até R$ 4 bilhões. Segundo o jornal “O Globo”, o grupo Casino reafirmou em comunicado a sua decisão estratégica de permanecer no Brasil: “O conselho de administração constatou unanimemente, à exceção do senhor Abilio Diniz, que o projeto (de fusão com o Carrefour) é contrário aos interesses do GPA (Grupo Pão de Açúcar), de todos os acionistas e do Casino”, diz.
A estimativa é de que caso a operação fosse aprovada (o que o mercado já considera improvável), Pão de Açúcar e Carrefour teriam de 26% a 27% do varejo no Brasil. Considerando apenas os supermercados e hipermercados, passariam a dominar 30%. No ano passado a receita líquida dos dois grupos, no País, chegou a R$ 65 bilhões – R$ 36 bi do Pão de Açúcar e R$ 29 bi do Carrefour.
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