O Ministério Público abriu inquérito civil para investigar possíveis ilegalidades no processo de licitação da coleta e varrição do lixo em Franca. A investigação foi aberta após denúncia da Comissão Especial da Câmara. A portaria foi assinada pelo promotor Paulo Borges, no último dia 14.
O vereador Paulo Afonso Ribeiro (PT), presidente da Comissão, disse que acompanhou todo o processo de licitação e que os procedimentos adotados apontam “favorecimento” à Leão Engenharia, vencedora da concorrência.
Uma das suspeitas levantadas pela Comissão da Câmara foi a disparidade das propostas da Leão Engenharia e da Colifran. A primeira pediu R$ 896 mil por mês para assumir os serviços. Já a Colifran, até então detentora dos serviços, fez uma proposta de R$ 1,26 milhão, uma diferença de mais de 30%.
Para o vereador, o fato de a empresa vencedora não ter uma estrutura pronta para o serviço, pode acarretar, no futuro, aditamentos de contrato com a Prefeitura. “Se daqui a seis meses a empresa não tiver condições de continuar, ela irá recorrer à Prefeitura que não terá alternativa a não ser fazer aditamentos”, disse. “O que queremos que fique claro é a lisura na licitação”, completou.
A reportagem tentou contato com o promotor Paulo Borges na noite de ontem, pelo telefone celular, mas a ligação caiu na caixa postal.
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