Em debate


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Quando falamos de evasão escolar temos que definir muitos pontos, pois não é só dizer que o aluno deixou a escola. Existem muitos motivos a serem relevados, a exemplo da falta da condição do pai em manter o filho na escola (isso não é justificativa mas é a realidade). A alegação de que o aluno tem que trabalhar é uma necessidade de muitos e não foge à regra. Outros fatores são o crescimento do número de menores infratores, não obedientes às regras impostas para eles, e isso é grave. Se o aluno chega atrasado e tem sempre que justificar para entrar na escola e assistir aula, isso é um problema da escola. Em meu ponto de vista, a escola que atende a certas populações – como a Escola “Maria Cintra Nunes” –, não está no último bairro (da cidade). Existem escolas em bairros mais longe. O que é preciso é a escola se adaptar ao sistema do aluno e atende-lo de forma a favorecer sua permanência nas salas de aulas, proporcionando-lhe, assim, um ensino, senão de qualidade, pelo menos o mínimo.
Delci Liberti
Franca - SP

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De acordo com a Síntese de Indicadores Sociais do IBGE, o Brasil apresenta a maior taxa de evasão escolar entre todas as nações que fazem parte do Mercosul. Em plena era da tecnologia da informação e comunicação, a educação brasileira está estagnada no tempo. Em sala de aula os alunos sentem-se desestimulados por conta do modelo de ensino ultrapassado que prioriza a memorização de conteúdos didáticos voltados para exames e sobrecarrega os docentes. No passado, a economia da Finlândia dependia do setor primário. Hoje, aquele país é altamente industrializado. O sucesso aconteceu graças a fortes e maciços investimentos no ensino público. Nossos índices discrepantes só diminuirão quando forem implementadas políticas públicas que permitam aos estudantes, autonomia, opção por disciplinas de acordo com suas áreas de escolha, respeito às diferenças, criação de ambiente acolhedor e formação de cidadãos com espírito crítico.
Mateus Menezes do Nascimento
Franca - SP

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