Restinga pode ganhar uma fonte própria de captação de água. A Sabesp estuda perfurar um poço subterrâneo capaz de abastecer os mais de 1,7 mil imóveis do município. Caso consiga implantar o poço, a cidade deixará de depender de Franca e terá água garantida na torneira mesmo nos períodos de estiagem. Ao mesmo tempo, Franca ganhará uma “sobra” suficiente para atender um bairro como o Jardim Paulistano l. Os investimentos previstos são de aproximadamente R$ 300 mil, segundo a Sabesp.
Uma pré-avaliação hidrogeológica da área - localizada do lado esquerdo da entrada da cidade - foi concluída há três semanas. Agora, a Sabesp fará um furo de teste no local para analisar a qualidade da água e a vazão. Segundo Rui César Bueno, químico e gerente operacional da empresa, há uma grande possibilidade de captação. “Existe uma promessa que a gente encontre água em grande quantidade, porque o local é um dos melhores que verificamos até agora. Mas são vários os fatores que serão analisados nessa perfuração”, disse.
De acordo com Rui, os testes devem durar de quatro a seis meses. Ele acredita que serão perfurados entre 150 e 200 metros de profundidade. Se o teste comprovar que a água é de qualidade e que é possível bombear para os imóveis, o poço real será perfurado com equipamentos adequados. Essa etapa deve se estender por mais seis meses. Nesse período, a empresa e a prefeitura devem tratar da desapropriação da área, que é propriedade particular.
Para Rui, a existência do poço dará sustentabilidade à cidade. “Teremos mais um ponto de captação e Restinga não ficaria dependente do Rio Canoas. E, em casos de emergência, esse poço também seria de grande utilidade.”
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Um estudo divulgado em março pela Ana (Agência Nacional das Águas) mostrou que, na região, pelo menos oito municípios - Batatais, Rifaina, Ribeirão Corrente, Pedregulho, Patrocínio Paulista, Jeriquara, Itirapuã e Cristais Paulista - contam com poços subterrâneos como principal fonte de captação de água. De acordo com o estudo, a oferta de água nos municípios que contam com os poços é “satisfatória” e não há necessidade de investimentos nos próximos quatro anos.
A exceção feita à época pela agência foi justamente com relação às cidades de Franca e Restinga, cujo sistema de captação é integrado e feito pelos mananciais - córregos e rios. Neste caso, há necessidade de investimentos de até R$ 170 milhões para garantir água à população. As providências já foram tomadas. A empresa vai construir um novo sistema de captação no Rio Sapucaí.
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