Temporada de férias deixa região do Parque Universitário às moscas


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Deserto - Zênio Gomes é proprietário do Mercadinho Universitário: nas férias, o movimento no local cai de 90% a 95%
Deserto - Zênio Gomes é proprietário do Mercadinho Universitário: nas férias, o movimento no local cai de 90% a 95%

Ruas vazias, estabelecimentos fechados, universidade deserta. Em período de férias, a movimentação do Parque Universitário, nas redondezas da Unifran, é totalmente oposta ao vai e vem de pessoas típico do período de aulas. Estudantes de outros municípios, que compreendem a maioria dos moradores do bairro, retornam às suas cidades de origem, o que reflete diretamente na queda de movimento no comércio local. Restaurantes e lanchonetes chegam a perder 95% do público. As alternativas para enfrentar a “crise de férias” vão desde as promoções até a mudança nos horários de atendimento. Alguns estabelecimentos buscam serviços paralelos aos prestados normalmente.

Zênio Gomes é proprietário do Mercadinho Universitário. Há cinco anos no bairro, o estabelecimento tem mercearia e também serve marmitex e pratos feitos. De acordo com Gomes, 80% do público que frequenta o local é composto de estudantes. Nas férias, o movimento cai de 90% a 95%. “É um desacerto total (o faturamento nas férias). Nossos compromissos ficam em aberto. A gente vive disso (restaurante e mercado), precisamos desse dinheiro, e é daqui que ele sai”, disse.

No restaurante L’Amélia, o movimento chega a cair 30%. De acordo com o proprietário Rodrigo Villas Teles, o estabelecimento entrou com promoções em sites de venda coletiva para atrair mais público. “O recesso prejudica. A gente já faz até um ‘pé de meia’ para passar esse período de julho e também de dezembro e janeiro, que é crítico.”

A escassez de clientes fez com que a cantina DK alterasse o horário de atendimento. Normalmente, a lanchonete funciona das 7 às 23 horas. Este mês, abre às 7h30 e fecha às 17 horas. A queda de 95% de público refletiu até na escala de trabalho dos funcionários. “Trabalhamos com quatro pessoas. Nós os dividimos em duplas e demos férias de 15 dias para cada dupla”, disse a proprietária do local, Maria Aparecida Barcelos Rocha. “Quem reside aqui são estudantes ou comerciantes. Os moradores não vêm para consumo regular.” Para evitar prejuízos, a alternativa encontrada foi de produzir salgados sob encomenda. “Era algo que no movimento regular não tínhamos tempo de fazer. Os meses sem aula prejudicam. Estamos tentando outras alternativas para suprir esse déficit.”

As aulas na Unifran serão retomadas no dia 3 de agosto.
 

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