A delegada da DDM, Graciela Ambrósio, espera interrogar nesta segunda-feira à tarde o dono da banca de pesponto de 50 anos, acusado pelas cinco filhas de abusá-las sexualmente. Desde quarta-feira, quando o caso foi denunciado à polícia, ele saiu de casa e está desaparecido. Tem mantido contato apenas com o advogado que, na sexta-feira, afirmou que o empresário havia deixado Franca, mas já havia retornado e deveria se apresentar na delegacia para depor.
As cinco irmãs contaram à polícia com riqueza de detalhes que eram estupradas pelo pai. Uma delas tem 29 anos e é filha do primeiro casamento do acusado e, no depoimento, declarou que foi abusada dos 8 aos 15 anos, quando começou a namorar e saiu de casa para morar com o atual marido. As outras quatro, de 19, 17, 15 e 8 anos, são filhas da atual mulher dele.
Segundo a delegada Graciela, as irmãs disseram que eram abusadas em casa, até três vezes por semana. Elas relataram, inclusive, que viam o pai uma na cama da outra. Na quinta-feira, a filha de 29 anos e seu marido prestaram depoimento na DDM e afirmaram que, há 14 anos, quando começaram a namorar, procuraram os irmãos e tios dela e também a madrasta (atual mulher do empresário) e contaram que ela sofria abusos do pai, mas a família não acreditou. Para a delegada, a mãe afirmou que passou a observar o marido depois que a enteada fez as revelações, mas nunca teria flagrado nada.
COMO FOI
Durante anos, as irmãs ficaram em silêncio e não denunciaram o pai por abusá-las sexualmente. Alegam que ele as ameaçava de morte e dizia que iria se suicidar se contassem os fatos para alguém. A história só veio à tona nesta semana. A filha de 15 anos viajou para Ibiraci (MG) com o namorado e não queria voltar para casa. Ao ser questionada pela mãe, disse que não retornaria porque, como as irmãs, era estuprada pelo pai. A mãe procurou ajuda do cunhado (irmão do marido) e denunciou o caso à polícia.
A delegada disse que as vítimas estão muito abaladas e manifestam uma confusão de sentimentos, como raiva e pena do pai ao mesmo tempo. Elas serão encaminhadas para acompanhamento psicológico.
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