Polícia Civil fecha casa de prostituição no Jd. Pedreiras


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Policiais da Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes), comandados pelo delegado Leopoldo Gomes Novais, fecharam na tarde de ontem uma casa no Jardim Pedreiras onde estava instalado um ponto de prostituição. A residência usada fica próxima a uma igreja católica. O casal que alugava o imóvel confessou que explorava mulheres e tinha uma renda mensal líquida de aproximadamente R$ 5 mil. CGS, 45, e a mulher, RRSS, 39, foram presos em flagrante por exploração da prostituição.

Segundo Novais, o setor de investigações da Dise recebeu várias informações anônimas esta semana de que haveria um centro de prostituição no Jardim Pedreiras. “As denúncias eram de que no local estaria ocorrendo tráfico de entorpecentes e exploração sexual de mulheres e garotas menores de idade”, disse o delegado, que representou junto ao Poder Judiciário e conseguiu um mandado de busca domiciliar.

Ontem os policiais montaram uma campana nas imediações da moradia. O entra e sai de pessoas do sexo masculino era constante e toda a ação foi filmada. “A equipe conseguiu captar imagens suficientes que não deixavam dúvidas de que ali ocorria algo fora do normal”, citou o delegado. Com o mandado nas mãos, por volta das 16 horas, o pessoal da Dise resolveu entrar no imóvel.

Sem imaginarem de que se tratavam de policiais, as duas prostitutas que estavam atendendo na tarde de ontem os recepcionaram. Elas confundiram os agentes e investigadores com clientes. Aproximaram-se dizendo quem iria fazer o programa, que o valor era de R$ 100 e indicaram onde ficavam os quartos. De acordo com Novais, na entrada ficou caracterizado que a residência era um local de prostituição.

Cinco clientes estavam na moradia e de forma espontânea confessaram que estavam ali para o consumo de bebidas alcoólicas e programas sexuais. Nas buscas, dezenas de preservativos foram apreendidas, assim como cartões de visita com o telefone do prostíbulo e cerca de R$ 800 em dinheiro. Comandas de bebidas com nomes de vários clientes também foram apreendidas, o que, de acordo com Novais, caracteriza o comércio irregular de bebidas. Drogas não foram localizadas e não havia menor de idade no momento da batida policial.

“Diante das evidências e da confissão do casal de que realmente explorava a prostituição das mulheres, foi dada voz de prisão em flagrante”, revelou Novais. Ainda de acordo com o delegado, o movimento no local era grande e o ponto funcionava desde que o casal alugou a moradia há nove meses. “Mas foi somente esta semana que as denúncias chegaram e de imediato deflagramos a ação”.

A legislação brasileira diz que a prostituição não é crime para a pessoa que se prostitui por vontade própria. O crime se caracteriza quando alguém induz, convence ou atrai alguém a praticar ato sexual com outras pessoas. Quem impede que alguém saia da prostituição, mantém casa de prostituição e tem lucro ou é sustentado com a prostituição de outra pessoa também incorre em crime.

A mulher foi recolhida na cadeia do Jardim Guanabara. O marido também foi para o mesmo presídio, onde deve ficar em uma cela especial até ser transferido na próxima segunda-feira para o CDP (Centro de Detenção Provisória). As duas prostitutas e os cinco clientes foram ouvidos e liberados.

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