Família se recusa a falar sobre caso


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A reportagem do GCN tentou durante toda a quinta-feira entrevistar as vítimas e a atual mulher do empresário acusado de abuso sexual, mas elas se recusaram a dar entrevistas. Em duas ocasiões, os jornalistas estiveram na casa para onde o pai, a mãe e as filhas se mudaram há uma semana, na zona Norte. Na parte da manhã, o sobrinho do acusado disse que não havia ninguém na residência e que a família não iria dar declarações à imprensa. À tarde, os moradores estavam em casa, mas fecharam as janelas assim que perceberam a chegada dos repórteres. A filha de 19 anos foi encontrada por telefone, mas disse que a família não iria se pronunciar sobre o caso.

Como se mudaram recentemente para o novo endereço, os vizinhos alegam que pouco conhecem sobre a família. Um deles, que se identificou como João, disse que foi contratado como pedreiro pelo acusado e que ficou surpreso quando soube da história. “Nunca tive problemas com ele. É uma pessoa boa. Assustei quando soube. A mulher e as crianças só choram (...) porque ficaram muito abaladas e estão com saudade do pai, que não está em casa”, disse ele.

Na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), a filha mais velha, de 29 anos, ao lado do marido e dois filhos pequenos, evitou a imprensa. A reportagem do GCN foi até sua casa, também na zona Norte, mas não havia ninguém. Conseguiu falar por telefone com o marido dela, de 36 anos, mas ele disse que a sua mulher preferia não comentar o assunto.

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