Amanhã será celebrada a Epifania do Senhor (do grego, epiphanéia) ou “manifestação de Jesus Cristo aos gentios contemplada na visita dos magos do oriente à divina criança nascida misteriosamente em Belém”. É um convite à conversão à verdadeira religião, o Cristianismo. Mas, cuidado, o mundo converge a um ‘deus-estado’.
Não é novidade. Hegel teve suas pesquisas e publicações financiadas, sobretudo, para convencer a ‘classe falante’, a elite, os formadores de opinião de que Jesus Cristo é bonzinho e legalzinho lá no cantinho dele. O povo deve obediência cega ao Estado, ao Novo Príncipe.
Falando nisto, Ludwig Von Mises, em A Ação Humana. Um tratado de Economia, define o ‘homem comum’, assim: ‘O homem comum não especula sobre os grandes problemas. Ampara-se na autoridade de outras pessoas, comporta-se ‘como um sujeito decente deve comportar-se’, como um cordeiro no rebanho.
É precisamente esta inércia intelectual que caracteriza o homem comum. Entretanto, apesar disto, o homem comum efetivamente escolhe. Prefere adotar padrões tradicionais ou padrões adotados por outras pessoas porque está convencido de que esse procedimento é o mais adequado para atingir seu próprio bem-estar. E está apto a mudar sua ideologia e, consequentemente, seu modo de ação, sempre que estiver convencido de que a mudança servirá melhor aos seus interesses’.
Nietzsche falava de um tal ‘espírito de rebanho’, só que o fato do jovem e da população em geral viverem apenas e tão somente para buscar segurança material e psicológica seja através do consumo de drogas, seja através do consumo de um ser humano pelo outro, ou seja lá pelo que for fútil e transitório, só estão se transferindo de um rebanho velho para um rebanho novo. Não vai passar disto. Justamente por essa ‘passividade intelectual’ e por essa ‘sujeição das idéias à comodidade pessoal ou à busca do conforto psicológico’, é que a apatetação tomou conta do povo brasileiro.
O governo, por decreto, determina que tudo está bem. O que seus olhos veem não corresponde à realidade. Essa sociedade é a mais santa e segura do mundo. Se o Brasil é um País onde o consumo de drogas só aumenta, não é por conta de ações ou de falta de ações governamentais, aliás, essa constatação lógica não é verdade é é “só” fruto da imaginação de pessoas amargas e que não vê o lado bom das coisas. Seus olhos enxergam, as pesquisas confirmam, a violência aumenta e a aberrante idiotização da juventude continua ocorrendo mas isso é relativo, dizem eles. Pergunto: o relativista é capaz de viver um segundo no mundo do relativismo? Ele se vale dessa argumentação falsa apenas quando lhe convém, quando pode tirar vantagem dela.
Se a educação é grotesca e se seu filho vai assistir a um filme altamente questionável tanto sob o ponto de vista moral quanto intelectual, assim que iniciar-se o ano letivo na rede pública que não soe nenhum alarme em sua consciência. Está tudo bem. ‘Nunca antes neste País’ as coisas andaram tão bem.
Nadir Ap. Cabral Bernardino
Professora
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