A cruzada contra as drogas em SP


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O governo estadual se preocupar em combater as drogas não é novidade. O que chama a atenção é a postura adotada pelo novo secretário estadual da Saúde, o médico Giovanni Guido Cerri, que ontem anunciou a abertura de uma cruzada para combater o abuso do álcool entre jovens em todo o Estado de São Paulo

O novo secretário estadual da Saúde, médico Giovanni Guido Cerri, se comprometeu ontem a combater não só as drogas mas também o consumo de álcool na infância e juventude. Ao tomar posse no cargo como membro do governo de Alckmin, disse: ‘Pretendemos fazer um cruzada contra as drogas, principalmente com o álcool, que é vetor de doenças e violência de várias naturezas, principalmente entre os jovens. Por isso é importante estarmos na escola, atuantes, fortalecendo a educação e a promoção de saúde’. E anunciou que buscará parcerias para isso, como na Secretaria de Educação, para envolver as escolas e os professores.

Ao incluir o álcool entre as drogas, Cerri não faz distinção entre as lícitas e ilícitas. Como médico, está preocupado com os danos à saúde dos jovens. Afirma Cerri: ‘Na área de promoção da saúde queremos dar um passo muito importante para prevenir o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, que causa dependência, violência doméstica, desagregação familiar e inúmeros problemas de saúde. Nesse sentido, educação é a arma mais forte para conscientizar os jovens sobre os males do álcool, e fiscalização é a palavra-chave para evitar o comércio ilegal de álcool a menores de idade’.

Estratégia
O caminho apontado pelo secretário estadual de Saúde, Giovanni Guido, está na direção certa. A conscientização sobre os efeitos das drogas e do álcool deve começar na família e prosseguir na escola. A rede pública de saúde pode colaborar muito na prevenção do consumo de entorpecentes. Universidades poderiam incluir mais o tema em suas linhas de pesquisa e de debate com os universitários que ocupam seus bancos. Comerciantes de bares e boates devem se conscientizar sobre as suas responsabilidades diante do problema que já se tornou uma epidemia entre a juventude paulista. A imprensa deve falar mais claramente sobre os riscos e incentivar a comunidade a discutir as soluções para a dependência química.

Epidemia
Há especialistas em Saúde e psicologia que defendem que a proibição é insuficiente para impedir o consumo de drogas, que o problema é mais complexo e que não bastam as campanhas de informação e a repressão policial para reprimir o uso de entorpecentes. Mas algo precisa ser feito a partir de agora. As estatísticas são alarmantes: o índice de crianças e jovens que se habituam ao álcool precocemente, e dali seguem para o tabagismo e as drogas, tem aumentado em todas as camadas sociais. Ao ponto de virar um problema de saúde pública e merecer prioridade do novo secretário que assumiu o cargo no início desta semana.

Nos jornais
A questão das drogas e do álcool entre jovens esteve presente com frequência nos jornais da Rede APJ ao longo de 2010, quase todos os dias. Isso mostra a importância que o assunto assume na atualidade — e a necessidade urgente de enfrentamento pela sociedade deste problema sério que assola as famílias paulistas. Em todas as regiões, o assunto foi alvo de reportagens especiais, manchetes de primeira página e artigos. Num deles, Renata Caram, do Jornal de Limeira, disse: ‘Não podemos mais ficar de braços cruzados diante desse problema’.

Apelo
Que ações podem ser desenvolvidas em sua cidade para enfrentar o problema das drogas e do álcool entre jovens? Se você é médico, educador, religioso, exerce função pública ligada à questão ou tem cargo de liderança na comunidade, de que maneira pode auxiliar pais e jovens em desespero? Conhece alguma experiência interessante, para ser compartilhada entre os leitores de outras regiões do Estado? Participe com ideias. E-mail da coluna: wmarini@apj.inf.br

Wilson Marini
wmarini@apj.inf.br

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