O caso que envolveu a paciente Auristela de Oliveira ocorreu em meio a uma série de denúncias de irregularidades na Santa Casa de Franca, que resultou na intervenção na administração do hospital no dia 10 de agosto de 2001. Dentre elas estavam a existência de dupla cobrança e fraudes no preenchimento de guias do DPVAT (seguro obrigatório de danos pessoais provocados por veículos automotores), além da suspensão da realização de cirurgias eletivas.
As denúncias foram alvos de uma série de matérias publicadas pelo Comércio.
Na ocasião, o procurador da República Edmar Gomes Machado denunciou publicamente as irregularidades, comprovou problemas com apresentação de documentos e sugeriu ao prefeito Gilmar Dominici (PT) que fizesse a intervenção no hospital. O petista apresentou a proposta ao Conselho Municipal de Saúde e, com 16 votos favoráveis, a intervenção municipal no complexo hospitalar foi decretada.
A Comissão de Intervenção Municipal foi presidida inicialmente por Jefferson Ribeiro e depois por Antônio Sérgio Ferro.
A Santa Casa ficou sob comando de interventores por quatro anos. Após, por determinação da Justiça, reformular seu estatuto, com exigência de maior participação popular, convocou eleição e o empresário Onofre Trajano foi eleito presidente da instituição.
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