O abandono da menina no Jardim Aviação é o terceiro caso noticiado pelo Comércio em menos de três anos. Em fevereiro de 2008, uma jovem de 21 anos abandonou o filho recém-nascido na Santa Casa. Ela deixou a criança no quarto e fugiu, menos de oito horas após o parto. As enfermeiras encontraram o nenê desacompanhado e procuram a mãe no hospital, mas não a encontraram.
Dois dias depois, a mãe procurou o Conselho Tutelar se dizendo arrependida. O caso foi analisado pelo Juizado da Infância e da Juventude que autorizou que a mãe recebesse o filho de volta. A jovem alegou ter escondido a gravidez da família com receio de represálias do ex-marido, que não queria que engravidasse novamente. Ela alegou que a barriga estava crescendo porque tinha um cisto.
Em agosto de 2008 outro caso. Um menino foi encontrado pelo aposentado Avelino Algarte dentro de uma caixa de papelão numa lixeira do Bairro São José. Após denúncia anônima, a polícia localizou a mãe, de 33 anos, que residia em Patrocínio Paulista. Ela alegou que era seu quarto filho e não tinha condições de criá-lo. Parentes do bebê tentaram obter a guarda, que foi negada pelo juiz. Luizinho, como foi batizado pelas enfermeiras da Santa Casa, foi adotado. O casal esperou na fila nove anos para “ganhar” o filho. Ontem, um tio da criança disse que ele está muito bem. “Foi, sem dúvida, uma adoção muito bem sucedida”.
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